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EUA prometem reverter decisão de Trump e proibir minas antipessoais

Os Estados Unidos da América (EUA) asseguraram hoje na ONU que tencionam voltar a proibir o uso de minas antipessoais nas forças armadas norte-americanas e reverter a decisão da anterior administração, que autorizou, em 2020, este tipo de armamento.

EUA prometem reverter decisão de Trump e proibir minas antipessoais
Notícias ao Minuto

17:10 - 08/04/21 por Lusa

Mundo EUA

A garantia foi dada pela embaixadora dos EUA junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Linda Thomas-Greenfield, durante um debate no Conselho de Segurança dedicado a este assunto.

"O Presidente (Joe) Biden foi claro: tem a intenção de reverter essa política e começámos uma revisão para fazer isso exatamente", declarou Thomas-Greenfield, numa referência a uma decisão da anterior administração norte-americana liderada pelo Presidente republicano Donald Trump, que cessou funções em janeiro passado.

Em janeiro de 2020, Donald Trump decidiu revogar a proibição do uso de minas antipessoais que tinha sido estabelecida em 2014 pela administração democrata de Barack Obama.

A medida assinada então por Obama limitava o uso deste tipo de armamento exclusivamente à península coreana.

Na mesma altura, a administração Obama anunciou a intenção de assinar a convenção internacional que proíbe o uso de minas antipessoais, também conhecida como Tratado de Otava, mas Washington nunca concretizou esse desígnio, à semelhança de outros cerca de 30 países, entre os quais constam a China, Rússia, Índia, Irão ou Israel.

Durante a campanha presidencial, Biden prometeu reverter a decisão de Trump, mas, até à data, a autorização de minas antipessoais continua em vigor e assim estará, segundo referiu esta semana o Departamento de Defesa norte-americano, até que exista uma revisão da medida.

A intervenção de hoje de Thomas-Greenfield deixa antever que o objetivo dessa revisão é voltar a proibir este tipo de armamento.

No debate no Conselho de Segurança da ONU, a representante diplomática dos EUA sublinhou os efeitos devastadores das minas antipessoais em muitos países, recordando que em 2019 este tipo de armamento provocou mais de 5.500 mortos e feridos, a maioria vítimas civis e muitas delas crianças.

Thomas-Greenfield frisou que estas tragédias "não são inevitáveis" e que as minas antipessoais são um problema com uma solução possível.

Entre os intervenientes deste debate esteve igualmente o secretário-geral da ONU, António Guterres, que pediu a adesão de todos os países à convenção internacional que proíbe as minas antipessoais.

"Mais de 160 Estados são signatários da convenção sobre a proibição do uso de minas antipessoais. Apelo a todos aqueles que ainda não aderiram a fazê-lo sem demora", disse o representante.

Para António Guterres, as minas terrestres, os engenhos armadilhados e os restantes explosivos de guerra representam "o pior da humanidade".

A reunião no Conselho de Segurança foi promovida pelo Vietname, país que assume durante o mês de abril a presidência rotativa deste órgão máximo das Nações Unidas e que também não é signatário da convenção, mas que manifesta abertura sobre a matéria.

O Tratado de Otava, em vigor desde 1999, proíbe o uso de minas antipessoais, o armazenamento, a produção e a sua transferência, assegurando ao mesmo tempo a sua destruição e a assistência às vítimas de minas no mundo.

Leia Também: Agência da ONU saúda apoio dos EUA aos refugiados palestinianos

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