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China protesta contra passagem de contratorpedeiro no Estreito de Taiwan

A China protestou hoje contra a passagem de um contratorpedeiro dos Estados Unidos pelo Estreito de Taiwan, numa altura em que ambas as nações aumentam as suas atividades navais na região.

China protesta contra passagem de contratorpedeiro no Estreito de Taiwan
Notícias ao Minuto

09:45 - 08/04/21 por Lusa

Mundo Atividade naval

A China rastreou e monitorou o USS John S. McCain, ao longo de sua passagem, na quarta-feira, disse Zhang Chunhui, porta-voz do comando militar do leste da China, em comunicado.

A passagem do contratorpedeiro enviou o "sinal errado" ao governo de Taiwan e "deliberadamente perturbou a situação regional, ao colocar em risco a paz e a estabilidade em todo o Estreito de Taiwan", disse.

A China opõe-se firmemente a estas movimentações e as forças chinesas responderão com "estritas precauções e vigilância", acrescentou.

Taiwan vive como território autónomo desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, após a derrota na guerra civil frente aos comunistas.

Formalmente chamada República da China, Taiwan tornou-se, entretanto, numa democracia com uma forte sociedade civil, mas Pequim considera a ilha parte do seu território e ameaça a reunificação pela força.

Os Estados Unidos são os grandes aliados da ilha.

Numa declaração de apenas uma frase, a Marinha dos EUA disse que o McCain "realizou um trânsito de rotina no Estreito de Taiwan, em 07 de abril, em águas internacionais, de acordo com a lei internacional", lê-se.

A passagem do McCain segue o anúncio da China na segunda-feira de que seu porta-aviões Liaoning e embarcações associadas estavam a realizar exercícios perto de Taiwan, visando "salvaguardar a soberania nacional, segurança e interesses de desenvolvimento" chineses.

A Marinha dos EUA anunciou que o porta-aviões Theodore Roosevelt e o seu grupo de ataque reentraram no Mar do Sul da China no sábado para "conduzir operações de rotina".

A China reivindica a quase totalidade do Mar do Sul da China, apesar dos protestos dos países vizinhos, e opõe-se fortemente à atividade naval estrangeira em águas ricas em recursos e fortemente transitadas.

Embora o Estreito de Taiwan esteja em águas internacionais, o seu trânsito por navios da Marinha dos Estados Unidos é visto como uma demonstração parcialmente simbólica de que Washington não permitirá que as forças de Pequim dominem aquele espaço marítimo.

As incursões aéreas chinesas, incluindo voos ao redor da ilha, tornaram-se uma ocorrência quase diária, servindo para anunciar a ameaça e aprender mais sobre as capacidades de Taiwan.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan disse que a ilha vai defender-se "até ao último dia" caso seja atacada pela China.

As vastas melhorias nas capacidades militares da China e a sua crescente atividade em torno de Taiwan levantaram preocupações nos EUA, que são legalmente obrigados a garantir que Taiwan é capaz de se defender e a considerar todas as ameaças à segurança da ilha como questões de "grave preocupação".

Durante uma reunião regular na quarta-feira, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, reiterou que o compromisso de Washington com Taiwan é "sólido como uma rocha".

"Acreditamos e sabemos que isto contribui para a manutenção da paz e da estabilidade em todo o Estreito de Taiwan e também na região", disse Price.

"Os Estados Unidos mantêm a capacidade de resistir a qualquer recurso à força ou a quaisquer outras formas de coerção que colocariam em risco a segurança ou o sistema social ou económico do povo de Taiwan", afirmou.

Leia Também: China adverte Washington para não boicotar Jogos Olímpicos de Inverno

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