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Brasil com mais 3.829 óbitos e segundo maior número de novos casos

O Brasil atravessa a pior fase da pandemia, contabilizando, agora, um total de 340.776 óbitos associados à doença e mais de 13,1 milhões casos de infeção acumulados. Paralelamente, uma possível nova estirpe do vírus Sars-CoV-2 foi descoberta na cidade brasileira de Belo Horizonte.

Brasil com mais 3.829 óbitos e segundo maior número de novos casos

O Ministério da Saúde brasileiro notificou esta quarta-feira mais 92.625 casos de infeção por novo coronavírus, o segundo maior registo diário desde o início da pandemia (o recorde ocorreu a 25 de março, com 100.158 novos casos registados num único dia). São ainda confirmadas mais 3.829 mortes associadas à doença, um dia depois de ter sido atingido um novo máximo diário (4.195).

O Brasil, sublinhe-se, atravessa uma fase crítica do combate à pandemia, a pior fase desde o início da crise sanitária, a 26 de fevereiro do ano passado, registando-se uma velocidade de transmissão sem precedentes que está colocar sob pressão o sistema de Saúde (21 capitais brasileiras estão 90% das UCI lotadas).

As variantes são uma das causas deste agravamento da transmissão. Hoje, cientistas locais identificaram uma possível nova estirpe do vírus Sars-CoV-2 na cidade brasileira de Belo Horizonte, tendo detetado a combinação de 18 mutações nunca anteriormente descritas.

O número acumulado de casos confirmados no país é agora de 13.193.205 e o total de vítimas mortais é de 340.776, segundo o site do Ministério da Saúde.

Entre o total de casos positivos confirmados, mais de 11,6 milhões são considerados recuperados da doença, enquanto mais de 1,1 milhões permanecem sob acompanhamento médico.

Esta quarta-feira, Jair Bolsonaro voltou a criticar as medidas de distanciamento social, assim como defendeu a utilização de medicamentos que não estão devidamente aprovados para o combate à doença Covid-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2. "Não podemos ficar em casa ad aeternum esperando que a solução caia do céu", acrescentou, sublinhando que "não vai ter lockdown nacional".

A pressão sobre os hospitais brasileiros

Naquele que é o momento mais grave da pandemia no Brasil, com Unidades de Terapia Intensiva (UTI) públicas e privadas lotadas, sete em cada dez hospitais de excelência do país enfrentam problemas com abastecimento de oxigénio e anestésicos para tratar pacientes com Covid-19 e correm o risco de ver os seus estoques acabarem nos próximos dias.

O levantamento feito pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), e divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo, indica ainda que 75% das 88 instituições hospitalares analisadas em todo o país dizem que só têm o abastecimento garantido para uma semana ou menos.

Segundo o editor executivo da Anahp, Antônio Britto, nenhuma instituição hospitalar se sente segura com estoque inferior a duas ou três semanas e que, para evitar um colapso, tem havido um movimento de empréstimo de produtos entre as unidades de saúde.

Vinte e uma capitais estaduais e o Distrito Federal estão com mais de 90% das camas de UTI públicas ocupadas com casos críticos da doença, um recorde desde maio do ano passado, ocasião em que a Folha de S.Paulo começou a monitorizar a ocupação hospitalar.

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