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EUA acusam China de perseguição em massa a minorias étnicas

O Departamento de Estado norte-americano acusa o Governo chinês de prosseguir a "campanha de detenção em massa" de minorias muçulmanas em Xinjiang, entre outras graves violações, num relatório sobre Práticas de Direitos Humanos em 2020.

EUA acusam China de perseguição em massa a minorias étnicas

O relatório hoje divulgado pela diplomacia norte-americana acusa as autoridades chinesas de deterem "arbitrariamente mais de um milhão de uigures, cazaques, quirguizes e outros muçulmanos em campos de internamento extrajudiciais desenhados para eliminar identidades religiosas e étnicas".

O documento cita 'media' internacionais e organizações de defesa dos direitos humanos que denunciaram abusos pelas autoridades nesses campos, acusando oficiais de "torturarem e matarem os detidos".

O relatório fala ainda de diversas violações de direitos humanos por parte das autoridades chinesas, incluindo: assassínios arbitrários; desaparecimentos forçados; tortura; detenção arbitrária; condições de prisão severas com risco de vida; falta de independência judicial; ataques físicos contra jornalistas, escritores, advogados, blogueiros e dissidentes; censura e bloqueio de páginas na Internet; interferência na liberdade de associação; severas restrições à liberdade religiosa; e restrições substanciais à liberdade de movimento.

O Departamento de Estado norte-americano denuncia ainda a expulsão de requerentes de asilo para a Coreia do Norte, "onde há um temor fundado de perseguição"; a política coerciva de limitação de natalidade, com recurso à esterilização forçada ou abortos; e severas restrições aos direitos dos trabalhadores, incluindo a proibição de estes se organizarem ou ingressarem em sindicatos.

O documento realça a repressão oficial da liberdade de expressão, religião, movimento, associação e reunião de tibetanos na Região Autónoma do Tibete, onde os uigures e outras minorias étnicas são perseguidas, concluindo que a situação se agravou ao longo do último ano.

O Departamento de Estado norte-americano considera ainda que esta repressão se espalhou a outras regiões, exemplificando com o caso do pastor Wang Yi, o líder religioso que foi acusado e condenado por "incitar à subversão do poder estatal" num julgamento à porta fechada e sem direito a apoio judicial.

O relatório hoje divulgado pelo Departamento de Estado acusa o Partido Comunista Chinês de "dominar o sistema judicial e controlar a nomeação de todos os juízes e, em alguns casos, de ditar diretamente a decisão dos tribunais".

No final, o relatório menciona ainda a ausência de "dados fiáveis" para entender a dimensão de muitas destas acusações, bem como a impunidade com que muitos dos crimes são cometidos, perante a passividade das autoridades.

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