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Malásia anuncia corte de relações diplomáticas com a Coreia do Norte

O governo de Kuala Lumpur anunciou hoje que ordenou a todos os diplomatas norte-coreanos que abandonem a Malásia num prazo de 48 horas.

Malásia anuncia corte de relações diplomáticas com a Coreia do Norte

A ordem anunciada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Malásia ocorre depois de a Coreia do Norte ter decidido pelo corte de relações diplomáticas com Kuala Lumpur na sequência do caso de extradição de um cidadão norte-coreano para os Estados Unidos por envolvimento num caso de lavagem de capitais. 

O ministro da Malásia disse que o Governo "vai emitir a ordem para que todos os diplomatas e familiares ligados à embaixada (da Coreia do Norte) em Kuala Lumpur abandonem o país nas próximas 48 horas, a partir de hoje". 

Antes, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia disse que as acusações sobre lavagem de dinheiro contra o indivíduo detido na Malásia "são fabricadas e fazem parte de um plano" orquestrado pelos Estados Unidos.

Pyongyang acrescentou que a Malásia "está a cometer um ato de muito hostilidade e de subserviência por pressões dos Estados Unidos" acrescentando que Kuala Lumpur "vai pagar".

O caso da extradição para os Estados Unidos é o último desenvolvimento da crescente animosidade entre Washington e Pyongyang e numa altura em que a Coreia do Norte exerce pressão sobre o Presidente norte-americano, Joe Biden, sobre a questão da energia nuclear. 

As ligações entre a Coreia do Norte e a Malásia têm estado praticamente congeladas desde 2017 depois do assassinato do meio irmão do líder Kim Jong Un no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur.  

Observadores internacionais referem que neste momento não se encontram diplomatas de Kuala Lumpur em Pyongyang, apesar de o portal oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Malásia indicar que se encontram na Coreia do Norte um encarregado de negócios, um conselheiro e seis diplomatas. 

A Coreia do Norte utiliza há várias décadas a Malásia como plataforma económica e comercial sendo que têm sido referenciados alguns negócios ilícitos de norte-coreanos no país.

O corte formal de ligações diplomáticas é encarado por especialistas como um gesto de força da Coreia do Norte contra a Administração norte-americana.

No princípio do mês de março, um tribunal da Malásia autorizou a extradição do norte-coreano Mun Chol Myong, rejeitando os argumentos da defesa que viram na decisão motivos de ordem política.  

Mun Chol Myong vivia no país há mais de uma década tendo sido preso em maio de 2019 depois de as autoridades norte-americanas terem pedido a extradição do norte-coreano. 

O acusado negou qualquer culpa no caso que o envolve em negócios de artigos de luxo entre Singapura e a Coreia do Norte, violando as sanções das Nações Unidas assim como nega a lavagem de capitais através das empresas de importação e exportação que detinha na Malásia.  

A Coreia do Norte e a Malásia estabeleceram relações diplomáticas em 1973 mas as ligações degradaram-se após o assassinato de Kim Jong Nam, em 2017. 

Oficialmente, os procuradores de Kuala Lumpur nunca acusaram a Coreia do Norte de envolvimento no assassinato mas deixaram claro durante o julgamento que suspeitavam das ligações de Pyongyang no crime. 

Na altura, os serviços secretos da Coreia do Sul disseram que a Coreia do Norte tentou durante vários anos matar Kim Jong Nam, sobretudo depois de ter sido captada uma carta em que a vítima pedia proteção ao meio-irmão após uma primeira tentativa de assassinato. 

Observadores e analistas políticos acreditam que Kim Jong Un ordenou a morte do meio-irmão para afastar potenciais rivais e consolidar o poder em Pyongyang. 

O corte de relações diplomáticas implica o encerramento formal das embaixadas nos dois países, expulsão de diplomatas e apropriação dos bens adquiridos nos respetivos países pelas representações diplomáticas. 

Leia Também: Coreia do Norte rompe relações diplomáticas com a Malásia

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