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EUA criticam "ataques à democracia" em Hong Kong

Os Estados Unidos criticaram na quinta-feira os "persistentes ataques" da China contra as instituições democráticas na Região Administrativa Especial de Hong Kong, depois de o parlamento chinês ter aprovado uma diminuição de parlamentares eleitos por voto popular direto.

EUA criticam "ataques à democracia" em Hong Kong

A reforma eleitoral aprovada em Pequim, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, "é um ataque contra a autonomia de Hong Kong", pois "limita a participação política, reduzindo a representação democrática e sufocando o debate político, a fim de desafiar a vontade clara" da população da região.

Os cidadãos de Hong Kong serão "privados de ter uma palavra a dizer sobre sua própria governação", na sequência das reformas hoje aprovadas, adiantou Price. 

Por 2.895 votos a favor e nenhum contra, a Assembleia Nacional Popular chinesa, cujos membros são nomeados pelo Partido Comunista, apoiou um plano para dar a uma comissão controlada por Pequim poder para nomear mais representantes no parlamento de Hong Kong, reduzindo o número de eleitos por voto popular direto.

A reforma, apresentada por Pequim como tendo o objectivo de assegurar que a cidade seja dirigida por "patriotas", prevê que os membros do Conselho Legislativo de Hong Kong, com 90 membros, sejam "em número relativamente grande" escolhidos por uma comissão eleitoral de 1.500 membros, também responsável pela escolha do chefe do executivo. 

Os membros da referida comissão serão escolhidos de cinco sectores da sociedade, incluindo política e negócios, dando a forças locais pró-Pequim maior influência sobre o processo.  

A comissão eleitoral também teria o direito de vetar candidatos ao Conselho Legislativo, eliminando qualquer pessoa suspeita de ser insuficientemente leal à China e ao Partido Comunista no poder.

Esta semana, a líder do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, disse que o executivo "acolhe com satisfação" as mudanças no sistema eleitoral da cidade. 

Atualmente, metade da legislatura de Hong Kong é diretamente eleita pelos eleitores, embora a demissão em massa de legisladores da oposição para protestar contra a expulsão de quatro dos seus colegas por serem 'patriotas' signifique que o órgão é agora inteiramente controlado por elementos leais a Pequim.

Nos últimos meses, Hong Kong tem reprimido a dissidência, e a maioria das figuras da oposição da cidade, incluindo ativistas pró-democracia e antigos deputados - foram detidos, presos ou encontram-se no exílio.

Cerca de 100 pessoas, a maioria das quais são ativistas e apoiantes pró-democracia, têm sido acusadas ao abrigo da lei de segurança nacional, desde a sua implementação em junho. Pequim impôs a lei a Hong Kong, contornando o Conselho Legislativo, dizendo que era necessário restaurar a ordem após crescentes protestos antigovernamentais em 2019.

A legislação criminaliza a secessão, subversão e, conluio com forças estrangeiras para interferir nos assuntos da cidade, prevendo penas de prisão perpétua.

Leia Também: UE "avisa" China devido a controversa reforma eleitoral em Hong Kong

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