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UE saúda aprovação de Governo de transição como "oportunidade histórica"

A União Europeia (UE) saudou hoje a aprovação, pelo parlamento, do Governo de transição líbio, considerando-a uma "oportunidade histórica" para o povo da Líbia "se juntar" num "esforço conjunto para reconstruir o país".

UE saúda aprovação de Governo de transição como "oportunidade histórica"
Notícias ao Minuto

18:05 - 11/03/21 por Lusa

Mundo Líbia

"A União Europeia e os seus Estados-membros saúdam a aprovação pela Câmara dos Representantes do novo Governo líbio de União Nacional, liderado pelo primeiro-ministro, Abdul Hamid Mohamed Dbeibah, e aplaude os esforços de todos os envolvidos em se juntarem no espírito de unidade nacional e de reconciliação", lê-se numa nota do Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell, em nome da UE.

Considerando-o um "avanço significativo que cria as condições para reunificar as instituições na Líbia e liderar o país para eleições nacionais a 24 de dezembro", a UE pede que o parlamento líbio "mantenha o seu papel construtivo" e trabalhe com o governo e com a Alta Comissão Eleitoral Nacional para "assegurar a preparação oportuna de eleições".

"Esta é uma oportunidade histórica para que os líbios se juntem num esforço comum para reconstruir o seu país enquanto um país pacífico, estável e unido, e para restaurar a soberania nacional da Líbia e a sua integridade territorial", sublinham.

O bloco frisa assim que "qualquer intervenção militar estrangeira" na Líbia é "inaceitável", e sublinha a "importância" da "implementação eficiente" do acordo de cessar-fogo negociado em outubro de 2020, assim como o "respeito pelo embargo de armas das Nações Unidas" e a retirada de "todos os combatentes estrangeiros e mercenários, em linha com as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

"Convidamos também a liderança do Governo de União Nacional a demonstrar um compromisso forte relativo à construção de fundações que levem a uma reforma abrangente do setor da segurança, incluindo através de esforços genuínos para dissolver milícias e unificar as Forças Armadas sob supervisão civil", referem.

A UE nota ainda "com apreciação" a determinação do Governo líbio em "assegurar uma inclusão significativa de mulheres" no novo executivo, e mostra-se empenhada em "continuar a advogar" em prol da "participação total, eficaz e igualitária" das mulheres no processo político.

"A UE e os seus Estados-membros estão ansiosos de trabalhar estreitamente com o Governo de União Nacional para atingir todos estes objetivos e melhorar as vidas do povo da Líbia", conclui a nota.

O governo de transição da Líbia, resultante de um processo patrocinado pela ONU e que deve contribuir para retirar o país do caos e organizar eleições no final de dezembro, obteve na quarta-feira a confiança do parlamento.

Após dois dias de intensos debates, o parlamento eleito aprovou a equipa de Abdel Hamid Dbeibah por 121 votos entre os 132 deputados presentes.

"Agradeço-vos pela confiança", reagiu o milionário de 61 anos, que foi designado primeiro-ministro em 05 de fevereiro por 75 responsáveis líbios de todas as partes reunidos em Genebra (Suíça) sob a égide da ONU, juntamente com um Conselho Presidencial de três membros.

Os deputados líbios estiveram reunidos desde segunda-feira na cidade de Sirte, a meio caminho entre as regiões rivais do leste e do oeste, e debateram longamente a composição do governo de Dbeibah, a repartição geográfica dos postos e o calendário do executivo.

A ONU já tinha saudado, na segunda-feira, uma "sessão histórica" e uma "etapa crucial" para a unificação do país.

Depois da queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011, a Líbia mergulhou no caos, com divisões e lutas de influência no contexto de ingerências estrangeiras.

O fim dos combates no verão e o lançamento de um processo político sob a égide da ONU reavivou a esperança de um relançamento da economia do país do norte de África rico em petróleo.

O primeiro-ministro deve também responder às expectativas dos líbios, cujo quotidiano é marcado pela escassez de dinheiro, gasolina e eletricidade e por uma inflação galopante.

As infraestruturas estão destruídas e os serviços falham.

Os desafios são enormes após 42 anos de ditadura e uma década de violência desde a intervenção internacional, com cobertura da NATO, desencadeada em março de 2011 e concluída em outubro do mesmo ano com a morte do "guia" Kadhafi, perseguido até ao seu reduto de Sirte.

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