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Autoridades do estado de Ahmara negam "limpeza étnica" em Tigray

As autoridades da região de Amhara, na Etiópia, rejeitaram hoje as acusações de "limpeza étnica" pelas suas tropas no estado de Tigray, no norte do país, termos utilizados publicamente na véspera pelo secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

Autoridades do estado de Ahmara negam "limpeza étnica" em Tigray
Notícias ao Minuto

13:02 - 11/03/21 por Lusa

Mundo Etiópia:

No início desta semana, funcionários da administração provisória em Tigray, região que é palco de combates desde novembro, acusaram as forças do estado vizinho de Amhara de expulsar milhares de pessoas de origem tigray de terras reclamadas pelo grupo étnico amhara, no Tigray ocidental.

Durante uma audiência parlamentar esta quarta-feira, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, denunciou a existência de "atos de limpeza étnica" no Tigray ocidental, e referiu-se à presença de forças da Eritreia e Amhara, que Washington insta a "saírem" da região.

O porta-voz do governo estadual de Amhara, Gizachew Muluneh, descreveu os relatos de limpeza étnica e deslocamento em grande escala em Tigray como "propaganda", em declarações à agência France-Presse.

"Alguns tigray podem ter sido deslocados, um pequeno número", admitiu.

Muluneh acrescentou que "não há forças de Amhara na região do Tigray", mas também considerou que as áreas em causa, referidas por Blinken, "não são historicamente áreas tigray".

"Se o secretário [Blinken] está a falar destas áreas, estas áreas não são tigray. As nossas forças não estão nas zonas do Tigray, mas sim na região de Amhara. Esta é a nossa resposta", insistiu.

O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, distinguido com o do Prémio Nobel da Paz em 2019, lançou uma operação militar em Tigray no passado dia 4 de novembro para derrubar as autoridades do partido governante nqauele estado, a Frente de Libertação Popular de Tigray (TPLF), cujas forças estaduais acusou de atacarem bases do exército federal no estado.

Abiy Ahmed apoiou-se depois em forças estaduais de Amhara, que faz fronteira com o sul de Tigray, para assegurar grandes áreas desse estado, após a retirada das forças leais ao governo estadual da TPLF. Os funcionários de Amhara foram encarregados de criar administrações provisórias em várias localidades tigray.

Muitos ahmara alegam que a TPLF, que dominou o poder federal na Etiópia desde o início dos anos 90 até 2018, incorporou indevidamente áreas férteis que habitavam e acreditam ser historicamente ahmara em Tigray.

Em finais de fevereiro, o New York Times citou um relatório interno do Governo dos Estados Unidos sobre uma alegada "limpeza étnica" em curso no Tigray ocidental, onde aldeias inteiras terão desaparecido, num esforço das autoridades ahmara para tornar a área "etnicamente homogénea, através do uso organizado da força e da intimidação".

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