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China: Relatório independente tem provas de genocídio contra uigures

O documento sugere que o que está a acontecer em Xinjiang representa uma violação total da Convenção do Genocídio das Nações Unidas.

China: Relatório independente tem provas de genocídio contra uigures

Segundo um relatório independente elaborado por mais de 50 especialistas em direitos humanos, crimes de guerra e lei internacional, a que a CNN teve acesso, a China está a cometer genocídio contra os muçulmanos uigures na região de Xinjiang.

O documento vai mais longe e refere mesmo que Pequim está a violar de forma completa a Resolução 260 das Nações Unidas, mais conhecida como a Convenção sobre a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.

O relatório foi divulgado esta terça-feira pelo Newlines Institute for Strategy and Policy e destaca que há provas “convincentes e claras” do genocídio cometido pelo governo chinês.

Esta é a primeira vez que uma organização não-governamental analisou as acusações de genocídio de que a China é alvo.

Azeem Ibrahim, diretor das iniciativas especiais do Newlines e coautor do relatório, disse que há provas “esmagadoras” que suportam as alegações de genocídio. “É uma grande potência mundial, cuja liderança é a arquiteta de um genocídio”, afirmou.

O relatório é inequívoco. “As políticas e as ações da China contra os uigures em Xinjiang, que devem ser vistas na sua totalidade, equivalem à intenção de destruir os uigures como um grupo, totalmente ou parcialmente”, sublinha o documento.

O relatório teve em conta como provas milhares de testemunhos de uigures exilados e documentos oficiais do governo chinês, e detalha as alegações de agressões sexuais, tortura psicológica, tentativa de lavagem cerebral cultural e um número indeterminado de mortes nos campos onde estão detidos os uigures, e que Pequim insiste em definir como campos de ‘reeducação’.

“Os uigures detidos nos campos de internamento são… privados das suas necessidades humanas básicas, gravemente humilhados e sujeitos a um tratamento ou castigo desumanos, incluindo o confinamento solitário sem comida durante prolongados períodos de tempo”, realça o relatório.

“Os suicídios tornaram-se tão generalizados que os detidos têm de usar uniformes ‘anti-suicídio’ e é lhes negado o acesso a materiais suscetíveis de infligirem danos a si próprios”, acrescenta o documento.

Até dois milhões de uigures e pessoas de outras minorias muçulmanas estarão numa extensa rede de centros de detenção na região de Xinjiang, de acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

A China tem rejeitado as acusações de que está a violar os direitos humanos, e argumenta que estes centros são necessários para prevenir o extremismo religioso e o terrorismo.

Leia Também: Parlamento holandês reconhece "genocídio" dos chineses uigures

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