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EUA. Mais 1.100 guardas necessários para segurança do Capitólio

O reforço da segurança no Capitólio norte-americano exige a instalação de vedações no exterior do edifício e dos gabinetes de congressistas, além da contratação de mais 1.100 guardas e de uma força de reação rápida, segundo um painel de peritos. 

EUA. Mais 1.100 guardas necessários para segurança do Capitólio

As recomendações constam do relatório de uma equipa de peritos de segurança liderada pelo general na reforma Russel Honoré, nomeada na sequência do assalto ao Capitólio, a 6 de janeiro em Washington, por apoiantes do ex-presidente Donald Trump.

O relatório, que será apresentado hoje perante o Congresso, recomenda a instalação de vedações móveis ou retráteis, em torno do edifício do Capitólio e dos gabinetes dos legisladores, e o reforço da Polícia do Capitólio com 1.100 elementos, além da criação de uma força de reação rápida para substituir os efetivos da Guarda Nacional que têm mantido a segurança na zona.

Cinco pessoas morreram no assalto ao Capitólio, quando se contavam no interior os votos do Colégio Eleitoral que davam a vitória a Joe Biden, que os apoiantes de Trump consideravam fraudulenta.

Acusado de ter incitado o ataque, incluindo por senadores do partido republicano, Trump foi alvo de um julgamento no Senado em fevereiro, sem que se tenham produzido os dois terços de votos necessários a uma condenação.

O julgamento decorreu sob fortes medidas de segurança, e a situação na capital norte-americana é ainda considerada de risco elevado, nomeadamente durante o discurso perante asessão conjunta do Congresso, que o presidente Joe Biden deverá fazer ainda este mês.

Outras medidas recomendadas pelo painel nomeado pela líder do Congresso, Nancy Pelosi, no relatório hoje apresentado são o reforço da segurança nos gabinetes estaduais e residências dos congressistas e senadores, a investigação de antecedentes de detentores de salvo-condutos para o Capitólio, e ainda a melhoria das instalações da força policial do edifício, "sem condições" e a necessitar de "substancial restauro.

O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) norte-americano vai financiar o combate ao extremismo violento doméstico nos Estados e localidades, pela primeira vez, com 77 milhões de dólares (63 milhões de euros).

"Hoje, a mais significativa ameaça terrorista que a nação enfrenta é a de malfeitores isolados e pequenos grupos de indivíduos que cometem atos de violência motivados por crenças ideológicas internas extremistas", afirmou o secretário do DHS, Alejandro Mayorkas, em comunicadodivulgado no final de fevereiro.

Mayorkas já tinha definido o terrorismo interno como uma "Área de Prioridade Nacional", devido ao ataque ao Capitólio a 6 de janeiro.

A Administração Biden já apresentou um plano intergovernamental para avaliar e combater a ameaça causada por estes grupos e o nomeado para o cargo de procurador, Merrick Garland, afirmou que a sua principal prioridade será a acusação aos responsáveis pelos incidentes no Capitólio.

Na sua audiência de confirmação no Senado, Garland afirmou que os Estados Unidos "estão a enfrentar um período mais perigoso" do que aquele em que se deu o atentado bombista de Oklahoma em 1995, quando o terrorista anti-Governo Timothy McVeigh matou 168 pessoas.

Leia Também: FBI investiga assaltantes do Capitólio e pessoa próxima de Trump

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