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Políticos dividem-se face à anulação de condenações de Lula da Silva

Vários políticos brasileiros reagiram hoje à anulação de todas as condenações do ex-Presidente Lula da Silva na Lava Jato, dividindo-se entre comemorações e revolta pela decisão ditada pelo juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

Políticos dividem-se face à anulação de condenações de Lula da Silva
Notícias ao Minuto

21:39 - 08/03/21 por Lusa

Mundo Brasil

Entre os que comemoraram a anulação das condenações nas redes sociais está Guilherme Boulos, ex-candidato à Presidência do Brasil, em 2018, e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), assim como vários deputados e senadores do Partidos dos trabalhadores (PT).

"Com três anos de atraso, Fachin anula condenações de Lula. A farsa que elegeu Bolsonaro [Presidente do Brasil] está desmontada. Ganha a democracia. (...) Não podemos esquecer: Lula sofreu arbitrariedades e passou 580 dias preso. O STF acaba de anular as condenações, mas não terminou seu julgamento sobre a suspeição de Moro. A anulação dos processos não pode ser a salvação de quem fez política de toga", escreveu Boulos.

"O juiz Edson Fachin acaba de anular todos os atos processuais envolvendo o ex-presidente Lula na Lava Jato de Curitiba. Com isso, o maior presidente da história do país fica elegível (...) O Brasil vai voltar a ser feliz", comemorou o senador Humberto Costa (PT).

Já o deputado José Guimarães (PT) destacou que a decisão de Fachin é uma "derrota" para a Lava Jato, maior operação anticorrupção do Brasil, e para o ex-magistrado e antigo ministro da Justiça Sergio Moro, responsável pelas condenações de Lula.

"A decisão de Edson Fachin é uma duríssima derrota do ex-juiz Sergio Moro e de toda a Operação Lava Jato. Tramaram, articularam e fizeram de tudo ao arrepio das mais elementares regras do Direito para condenar Lula injustamente. Vitória da justiça", disse Guimarães.

"As condenações de Lula deveriam ser anuladas não apenas por incompetência da 13ª Vara de Curitiba para julgá-lo, mas pela falta de provas e de ética do juiz do caso. Ainda assim, hoje é um grande dia. Uma reviravolta histórica que faz a gente sonhar com dias melhores", defendeu, por sua vez, o senador Paulo Rocha (PT).

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, do Progressistas, questionou se a decisão pretende beneficiar Lula ou Moro.

"Minha maior dúvida é se a decisão monocrática foi para absolver Lula ou Moro. Lula pode até merecer. Moro, jamais!", escreveu Lira, aliado de Bolsonaro, no Twitter.

Do lado dos criticaram a anulação das condenações de Lula está Bibo Nunes, do Partido Social liberal (PSL), que classificou a decisão de "revoltante".

"Revoltante!! Fachin anula condenações de Lula e torna o ex-presidiário elegível para 2022", criticou no Twitter.

"Lula Candidato. O Brasil não tem jeito. O Brasil sucumbe. Aguentem a euforia dos antifas [grupo conhecido pelas manifestações contra o fascismo e da luta antissistema], comunistas e afins", lamentou, por sua vez, o deputado Coronel Tadeu (PSL).

Já o General Girão Monteiro, deputado do PSL, apelidou a decisão do STF de "vergonha de nível internacional" e apelou ao Senado brasileiro que convoque o juiz Fachin, para explicar as suas "motivações".

O STF brasileiro anulou hoje todos as condenações do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná, relacionadas com as investigações da Lava Jato.

A anulação foi decretada na sequência da decisão de Edson Fachin de declarar a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos processos sobre a posse de um apartamento de luxo no Guarujá, estado de São Paulo, e de uma quinta em Atibaia, também em São Paulo, que haviam levado a duas condenações do ex-chefe de Estado brasileiro, em decisões das primeira e segunda instâncias.

Luiz Inácio 'Lula' da Silva, de 75 anos, que governou o Brasil entre 2003 e 2010, foi preso em 2018 após ter sido condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), num processo sobre a posse de um apartamento, que os procuradores alegam ter-lhe sido dado como suborno em troca de vantagens em contratos com a estatal petrolífera Petrobras pela construtora OAS.

Leia Também: Anuladas condenações do ex-presidente Lula, que volta a ser elegível

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