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Itália abre processo contra argelino ligado a ataques em França

A polícia italiana abriu um processo contra um argelino de 36 anos, suposto membro do grupo extremista Estado Islâmico (EI), suspeito de ter fornecido "documentos falsos" aos autores dos ataques de 13 de novembro de 2015 em França.

Itália abre processo contra argelino ligado a ataques em França

"As investigações permitiram constatar - graças a uma ampla cooperação internacional - a proximidade do suspeito com os círculos radicais de inspiração 'jihadista'", anunciou hoje a polícia de Bari, no sul de Itália, num comunicado.

A investigação também estabeleceu a "atividade direta [do suspeito] de apoio aos autores dos atentados terroristas ao Bataclan, ao Estádio de França [em Saint-Denis] e aos ataques armados (...) ocorridos em Paris em 13 de novembro de 2015, aos quais forneceu documentos falsos", segundo a nota.

O jornal italiano La Repubblica identificou o suspeito como Athmane Touami, atualmente preso por posse de documentos falsos. O suspeito deveria sair da prisão em junho.

Ainda de acordo com o jornal, o argelino fazia parte de uma célula do EI que opera em França e na Bélgica, junto com seus dois irmãos.

O suspeito também teria tido contacto com Amedy Coulibaly e Chérif Kouachi, autores - com Saïd Kouachi - dos ataques de janeiro de 2015 contra o jornal satírico Charlie Hebdo, polícias e um mercado judeu.

O Ministério Público de Bari vai dar uma conferência de imprensa conjunta, hoje de manhã, com os investigadores do serviço contra o extremismo e o terrorismo estrangeiro da polícia nacional e o grupo de operações especiais (Digos) de Bari.

A 13 de novembro de 2015, três grupos de terroristas, cada um com nove elementos, atacaram vários pontos de Saint-Denis e da capital francesa, nomeadamente esplanadas de restaurantes, o Estádio de França e a sala de espetáculos Bataclan. Nestes atentados morreram 130 pessoas e mais de 350 pessoas ficaram feridas.

As consequentes investigações permitiram descobrir uma célula jihadista muito maior por trás dos ataques, com ramificações por toda a Europa, principalmente na Bélgica.

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