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Assessores de Cuomo reescreveram relatório para esconder mortes nos lares

Anteriormente, o governador de Nova Iorque rejeitou ter escondido os dados das mortes nos lares do estado.

Assessores de Cuomo reescreveram relatório para esconder mortes nos lares

Os assessores de Andrew Cuomo, o governador do estado de Nova Iorque, reescreveram um relatório para esconderem um número mais elevado de mortes nos lares durante a pandemia do que aquele que tornaram público, avança o The New York Times.

Nessa altura, em junho de 2020, o relatório indicava que o número de mortes nos lares de Nova Iorque era de mais de nove mil. E os assessores de Andrew Cuomo optaram por esconder esses dados, reescrevendo o relatório.

O relatório elaborado pelo departamento de Saúde do estado de Nova Iorque, que foi reescrito, colocava as mortes nos lares cerca de 50% acima daquilo que foi divulgado publicamente.

O relatório chegava mesmo a comparar o número de mortes nos lares no estado de Nova Iorque com os dados de outros estados. O total de 9.250 óbitos nos lares de Nova Iorque naquela altura era bastante superior ao do segundo estado com maior número de mortes nos lares – Nova Jérsia, que registava então 6.150.

Esta terá sido uma das primeiras ações conhecidas por parte de Cuomo e dos seus assessores para esconder a verdadeira dimensão das mortes nos lares de Nova Iorque, e sucedeu numa altura em que o governador democrata estava a começar a escrever um livro sobre os seus feitos no combate à pandemia.

No início deste ano, a procurador-geral do estado de Nova Iorque, Letitia James, revelou que milhares de mortes nos lares não tinham sido contabilizadas. Só nessa altura Cuomo divulgou os dados completos, mas recusou ter escondido os dados.

Ao invés, o governador sugeriu que reteve esses dados por recear que a administração Trump abrisse uma investigação com motivações políticas (Cuomo foi um dos principais críticos sobre a forma como Trump geriu a pandemia nos Estados Unidos).

Mas Cuomo e os seus assessores começaram a esconder os dados das mortes nos lares meses antes do que deram a entender, numa altura em que havia um conflito entre os assessores de Cuomo e os principais responsáveis da área da saúde no estado de Nova Iorque.

Esta é mais uma polémica que ameaça o poder de Andrew Cuomo em Nova Iorque. Recentemente, o governador foi acusado de assédio sexual por três mulheres. Esta quinta-feira, mostrou-se “envergonhado” e pediu desculpa pelo seu comportamento com as mulheres.

No entanto, e face aos crescentes pedidos para que se demita, Cuomo disse que ia manter-se no cargo. Resta saber se vai resistir às crescentes controvérsias que o envolvem.

Leia Também: Cuomo está "envergonhado" com alegações de assédio, mas não se demite

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