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Covid-19. Agência Europeia do Medicamento começa a avaliar vacina russa

O anúncio surge poucos dias depois de a Eslováquia se ter tornado o segundo estado-membro da UE, depois da Hungria, a receber entregas da Sputnik V.

Covid-19. Agência Europeia do Medicamento começa a avaliar vacina russa

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) vai começar a avaliação da vacina russa contra a Covid-19. Segundo explicaram, em comunicado emitido esta quinta-feira, a decisão de arrancarem com a avaliação é baseada em resultados de testes de laboratório e estudos clínicos feitos em adultos e pretende determinar a sua conformidade com os requisitos da UE em matéria de eficácia, segurança e qualidade.

“O comité da EMA começou a avaliação da Sputnik V desenvolvida pelo Gamaleya National Centre of Epidemiology and Microbiology, da Rússia. O pedido de avaliação foi apresentado pela R-Pharm da Alemanha”, refere em comunicado.

É ainda referido que de acordo com as análises feitas, até então, "a Sputnik V estimula a produção de anticorpos e células imunitárias que atacam o SARS-CoV-2 e podem proteger contra a Covid-19”.

"A EMA avaliará os dados à medida que estes se tornem disponíveis para decidir se os benefícios superam os riscos. A revisão contínua prosseguirá até estarem disponíveis provas suficientes para um pedido formal de autorização de comercialização" desta vacina, explica a agência.

Designadamente, a agência "avaliará a conformidade da Sputnik V com os requisitos habituais da UE em termos de eficácia, segurança e qualidade" e, ressalvando que não pode prever prazos para decisões, sublinha que um parecer sobre um eventual pedido de comercialização "deverá levar menos tempo do que o normal", devido ao trabalho realizado durante esta revisão contínua.

"A EMA comunicará mais tarde quando o pedido de autorização de comercialização da vacina tiver sido apresentado", aponta a agência.

O anúncio surge poucos dias depois de a Eslováquia se ter tornado o segundo estado-membro da UE, depois da Hungria, a receber entregas da Sputnik V.

A chamada "revisão contínua" é um instrumento regulador que a EMA utiliza para acelerar a avaliação de um medicamento promissor durante uma emergência de saúde pública, já que, ao rever os dados em tempo real, à medida que estes ficam disponíveis, pode chegar mais cedo a um parecer final sobre a autorização de comercialização, quando esta der entrada.

Regra geral, todos os dados sobre a eficácia, segurança e qualidade de um medicamento ou vacina e todos os documentos necessários devem estar prontos no início da avaliação num pedido formal de autorização de introdução no mercado.

No caso de uma avaliação contínua, o Comité de Medicamentos para Uso Humano da EMA revê os dados à medida que estes se tornam disponíveis a partir de estudos em curso, e quando este comité decidir que existem dados suficientes disponíveis, a empresa pode apresentar um pedido formal de aprovação.

Até ao momento, a EMA deu 'luz verde' a três vacinas para a covid-19: a da Pfizer/BioNTech (também conhecida como Comirnaty), a 21 de dezembro de 2020, a da Moderna, a 06 de janeiro, e da AstraZeneca, em 29 de janeiro, e deverá tomar na próxima semana uma decisão sobre a vacina da Johnson & Johnson, produzida pela farmacêutica Janssen.

Leia Também: Salvini pressiona Itália a procurar vacinas sem esperar pela UE

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