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UE alerta para necessidade de "melhorar a segurança dos jornalistas"

A vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Vera Jourová, sublinhou hoje a necessidade de "melhorar a segurança dos jornalistas" na União Europeia (UE), dado que a pandemia de covid-19 "evidenciou os riscos" que estes profissionais enfrentam.

UE alerta para necessidade de "melhorar a segurança dos jornalistas"
Notícias ao Minuto

12:37 - 03/03/21 por Lusa

Mundo Covid-19

A responsável pela pasta dos Valores e Transparência do executivo comunitário, que intervinha na abertura do debate virtual dedicado ao tema "Rumo a um setor de comunicação social europeu saudável", alertou que a pandemia de covid-19 "exacerbou ainda mais" a crise económica dos 'media'.

"A saúde dos meios de comunicação social europeus é uma questão extremamente importante, pois a sua saúde está diretamente relacionada com a saúde das nossas democracias", sublinhou Vera Jourová, acrescentando que a covid-19 "demonstrou mais do que nunca o papel fundamental dos jornalistas na informação e no desempenho da democracia".

Por outro lado, a pandemia de covid-19 "evidenciou também os riscos que os jornalistas enfrentam, como ameaças e insultos nas redes sociais", apontou.

De acordo com um relatório da UE, "873 jornalistas ou profissionais do setor dos 'media' foram atacados em 22 Estados-membros em 2020" e "73% das mulheres jornalistas em todo o mundo sofreram violência 'online' durante o seu trabalho", indicou a responsável.

Por isso, a "principal prioridade" da Comissão Europeia neste domínio passa por "melhorar a segurança dos jornalistas" em toda a UE, frisou.

Para tal, Vera Jourová quer "encorajar os Estados-membros a investir" no setor através do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, apontando que "cada plano nacional deve ter um mínimo de 20% de investimento no digital", no qual devem ser inseridas "medidas para aumentar a produção e distribuição do conteúdo digital, como os 'media' digitais".

A comissária europeia advertiu ainda para "o papel demasiado poderoso das plataformas 'online' que, em muitos casos, colocam os 'media' independentes em desvantagem". Sobre esta matéria, a responsável garante que as propostas de Lei dos Serviços Digitais e dos Mercados Digitais atendem a esses casos.

Estes dois pacotes legislativos foram propostos pela Comissão Europeia em dezembro passado e visam regular o mercado digital na UE, tendo como principal objetivo proteger os consumidores e respetivos direitos através de um maior controlo das grandes plataformas tecnológicas, como a Google, o Facebook e o Twitter.

A presidência portuguesa do Conselho da UE quer fazer avançar as negociações sobre as estas propostas legislativas nos próximos meses, segundo indicou, em janeiro passado, o ministro da Economia, Siza Vieira.

A vice-presidente executiva da Comissão Europeia para os Valores e a Transparência participou hoje na Cimeira 'Media4Europe', organizada pelo Europe's MediaLab, em formato virtual, sob o tema "Rumo a um setor de comunicação social europeu saudável?".

Este evento marca o lançamento da segunda edição do programa de intercâmbio e formação Stars4Media, um programa de treino para organizações de meios de comunicação social europeus cofinanciado pela UE, cujo objetivo é facilitar a cooperação entre os profissionais deste setor para acelerar a inovação nos 'media' e a cobertura internacional.

Leia Também: AO MINUTO: Vacinação de docentes e funcionários tem de ser "prioridade"

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