Meteorologia

  • 21 ABRIL 2021
Tempo
19º
MIN 14º MÁX 19º

Edição

3.º membro influente da dissidência armada da oposição abandona as armas

Mais um membro influente da autoproclamada Junta Militar da Renamo, grupo dissidente da principal força política moçambicana, decidiu abandonar as armas e abraçar o acordo de paz em Moçambique, foi hoje anunciado.

3.º membro influente da dissidência armada da oposição abandona as armas

Trata-se de André Matsangaíssa Júnior, sobrinho do primeiro presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), André Matsangaíssa, e que acompanhou Mariano Nhongo, líder do grupo dissidente, na sua primeira aparição anunciando a criação da Junta Militar, ostentando uma AK47.

"O objetivo que me trouxe aqui é a paz no centro de Moçambique", disse à comunicação social André Matsangaíssa Júnior, momentos após uma reunião com o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas em Moçambique, Mirko Manzoni, na Presidência da República.

Matsangaíssa Júnior é o terceiro rosto da autoproclamada Junta Militar da Renamo que se rende, depois de João Machava e Paulo Nguirande, dois outros membros influentes daquele grupo que contesta a liderança da Renamo e acusa o atual líder do partido de ter desviado o espírito das negociações de paz com o Governo.

Para o chefe de Estado moçambicano, a rendição de Matsangaíssa deve servir de exemplo para os grupos que ainda estão nas matas, acrescentando que a paz é uma ambição comum entre os moçambicanos.

"Quero felicitar ao André Matsangaíssa Júnior por ter decidido voltar ao convívio normal dos moçambicanos. Vou também felicitar as Forças de Defesa e Segurança pelo facto de não pensarem que as vitórias se fazem sacrificando a vida de uma pessoa", afirmou Filipe Nyusi, acrescentando que se trata de uma vitória para o processo de paz.

O acordo de paz em Moçambique foi assinado em agosto de 2019 pelo chefe de Estado moçambicano e pelo presidente da Renamo, Ossufo Momade, prevendo, entre outros aspetos, o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) do braço armado do principal partido de oposição.

A autoproclamada Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo, antigo dirigente de guerrilha, é acusada de protagonizar ataques armados contra civis e forças governamentais em estradas e povoações das províncias de Sofala e Manica, centro de Moçambique, incursões que já provocaram a morte de, pelo menos, 30 pessoas desde agosto do ano passado.

Leia Também: Covid-19: Moçambique regista mais 12 mortes e 257 novos casos

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório