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Charles Michel oferece-se como mediador na crise política na Geórgia

O Presidente do Conselho Europeu (CE), Charles Michel, ofereceu-se hoje como mediador na crise política na Geórgia, ao convidar Governo e oposição para uma reunião destinada a relançar o diálogo.

Charles Michel oferece-se como mediador na crise política na Geórgia

"Apelei a todas as partes para reduzirem [as tensões] e juntarem-se para relançar o diálogo político. Convidei-os a uma reunião para esta noite", afirmou em conferência de imprensa após um encontro com o primeiro-ministro georgiano Irakli Garibashvili.

Michel conformou a disponibilidade da União Europeia (UE) em promover uma "mediação", com o objetivo de fornecer um novo impulso ao diálogo no país do Cáucaso do Sul, atualmente bloqueado.

Na perspetiva do presidente do Conselho Europeu, a atual crise e polarização arrisca-se a "minar a jovem democracia que a Geórgia garantiu com tanto esforço nesta complexa região".

A crise política na Geórgia foi desencadeada após as últimas eleições legislativas, que a oposição considerou fraudulentas, e nas quais o partido no poder, Sonho Georgiano, obteve 90 dos 150 lugares do parlamento.

Entre os 60 deputados eleitos pelas formações da oposição, apena seis decidiram permanecer no hemiciclo, com os restantes 54 a aderirem ao boicote.

Em 2020 ocorreram quatro rondas negociais entre o Governo e a oposição, com o apoio dos Estados Unidos e da UE, mas as conversações foram interrompidas e a crise agudizou-se.

A situação radicalizou-se após a recente detenção de Nikanor Melia, líder do Movimento Nacional Unido (MNU, oposição), acusado de organizar há dois anos graves distúrbios na capital georgiana, e que deram início a contínuos protestos da oposição frente ao parlamento.

Michel, que durante o dia se reuniu com a chefe de Estado Salome Zurabishvili, com o presidente do parlamento, e em separado com os líderes da oposição, afirmou que o Governo deve protagonizar uma liderança responsável, e que a oposição deve também enfrentar os desafios e participar de forma construtiva na solução de problemas, incluindo nas reformas judicial e eleitoral.

"O diálogo político é o único caminho", insistiu o chefe do Conselho Europeu, ao considerar que o seu principal objetivo "consiste em conseguir que a democracia funcione bem para garantir uma perspetiva de estabilidade política".

"A nossa equipa está disposta a juntar-se para promover o diálogo", afirmou, após informar que dentro de duas semanas receberá em Bruxelas o primeiro-ministro georgiano.

Por seu turno, Garibashvili qualificou de "brilhante" a proposta de reunião emitida por Michel, e afirmou a disponibilidade para participar.

"Faremos tudo para promover passos concretos para a distensão e para obter um diálogo construtivo real sem condições prévias", acrescentou, dirigindo-se ao líder comunitário, que esta segunda-feira também visitou Jurvaleti, na zona de conflito com a Ossétia do Sul.

Desde a guerra entre a Geórgia e a Rússia em 2008, mais de 200 observadores da UE efetuaram um acompanhamento da situação nos territórios adjacentes da Abkházia e Ossétia do Sul.

Leia Também: Milhares protestam contra detenção de líder da oposição da Geórgia

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