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Líderes defendem que UE assuma "maior responsabilidade por segurança"

Os líderes da União Europeia manifestaram-se hoje "empenhados" em aumentar a "capacidade da UE de agir de forma autónoma", ressalvando que o bloco tem de assumir "maior responsabilidade pela sua segurança".

Líderes defendem que UE assuma "maior responsabilidade por segurança"

"No que diz respeito especificamente à segurança e à defesa, queremos promover os interesses e valores da UE, bem como a sua resiliência e a sua preparação para combater eficazmente todas as ameaças e desafios à segurança. Reafirmamos que, face à crescente instabilidade no mundo, a UE tem de assumir uma maior responsabilidade pela sua segurança", lê-se nas notas das conclusões do segundo dia da cimeira europeia.

Numa reunião que, inicialmente, contou com a participação do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Jens Stoltenberg, os líderes afiançam que se mantêm "empenhados em cooperar estreitamente com a NATO" e com a nova administração norte-americana de Joe Biden, mas destacam que a "cooperação a nível mundial irá beneficiar com uma UE mais forte no âmbito da segurança e da defesa".

Nesse âmbito, e para "aprofundar ainda mais a cooperação" entre os Estados-membros nesta matéria, "aumentar o investimento no setor da defesa" e "reforçar o desenvolvimento de capacidades civis e militares", os chefes de Estado e Governo mostram-se "empenhados em reforçar a intervenção operacional civil e militar da União", através de uma "melhor constituição de forças, de uma estrutura de planeamento e comando da UE mais eficiente e de uma execução mais sólida do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz".

Além disso, incentivam também os Estados-membros a "reforçarem o investimento, a prontidão e o desenvolvimento colaborativo de capacidades" e convidam a Comissão Europeia a "apresentar um roteiro em matéria de tecnologia", que permita "reforçar a base tecnológica e industrial de defesa da Europa".

No domínio da cibersegurança e das ameaças híbridas, que o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, tinha referido criarem "desafios muito reais para a segurança" da UE, os líderes querem "reforçar a ciberresiliência e a capacidade de resposta da Europa, e melhorar o quadro de gestão de crises de cibersegurança".

"Apelamos também a uma maior cooperação e coordenação para prevenir e dar resposta às ameaças híbridas, incluindo a desinformação, nomeadamente através da participação do setor privado e dos intervenientes internacionais pertinentes", frisa o documento.

No que se refere à Bússola Estratégica, o documento que visa definir as prioridades da UE em política de defesa e de segurança, e que foi também alvo de discussão entre os líderes europeus, os chefes de Estado e de Governo convidam o Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell, a "continuar o trabalho relativo às orientações estratégicas", com vista à adoção do documento "até março de 2022".

Após um primeiro dia consagrado à coordenação da UE face à pandemia de covid-19, os líderes dos 27 encontram-se hoje reunidos para discutir a política comum de segurança e de defesa.

Os líderes abordaram, num primeiro momento, com o secretário-geral da NATO, o reforço das capacidades no seio da Aliança, a questão da mobilidade militar, as ameaças híbridas e de cibersegurança e os desafios na vizinhança imediata da UE e passaram depois para a questão da vizinhança meridional.

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