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Trump volta às entrevistas para reiterar fraude eleitoral nos EUA

A morte de Rush Limbaugh, estrela radiofónica conservadora norte-americana, foi mote para uma entrevista de Donald Trump, a primeira desde que deixou a presidência dos Estados Unidos, em que voltou a alegar que perdeu as eleições devido a fraude.

Trump volta às entrevistas para reiterar fraude eleitoral nos EUA

Depois de no passado sábado o Senado ter rejeitado a destituição de Trump, que o teria impedido de se recandidatar a Presidente no futuro,o ex-chefe de Estado e empresário falou à Fox News, canal de televisão assumidamente pró-republicano, para elogiar Rush Limbaugh e associá-lo à sua recusa em aceitar os resultados das últimas eleições.

"O Rush (Limbaugh) pensava que tínhamos ganho. E também eu penso, já agora. Acho que ganhamos por uma margem substancial", afirmou Trump, em resposta a uma questão sobre o conteúdo das suas conversas com o apresentador radiofónico hoje falecido, aos 70 anos, vítima de cancro.

"O Rush acreditava (na vitória de Trump) convictamente. E muitas pessoas também, muitos profissionais. Acho que isso não teria acontecido com os democratas, teria havido motins em todo o lado. Mas o Rush sentia que tínhamos ganho e ele estava zangado, bastante zangado", adiantou o ex-Presidente, também ele antiga estrela de televisão.

Na última conversa entre ambos, adiantou, foi "há três ou quatro dias" e Limbaugh mostrou-se "muito corajoso", "um lutador até ao fim" e elogiou a mulher, "um anjo".

O Senado julgou Trump por incitamento do assalto ao Capitólio a 06 de janeiro em que cinco pessoas morreram, mas os votos de dois terços dos senadores eram necessários à condenação, e a quase totalidade dos republicanos votou contra a destituição.

O assalto foi antecedido de um comício de Trump nas imediações do Capitólio, enquanto decorria neste edifício a contagem dos votos do Colégio Eleitoral, que formalizava a eleição do democrata Joe Biden.

Depois da votação de sábado, o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, acusou Trumpde ser "prática e moralmente responsável" pelo ataque", motivando uma resposta do ex-Presidentena terça-feira, apelando aos republicanos para o demitirem.

Hoje, em declarações por telefone a partir da sua residência em Mar-a-Lago, Estado da Flórida, Trump não voltou aos ataques à liderança do partido republicano, mas insistiu no argumento de que a perdeu as eleições de novembro de 2020 para Joe Biden apenas devido a irregularidades.

"Fiquei dececionado com o processamento dos votos. Acho que é vergonhoso o que aconteceu. Parecemos um país de Terceiro Mundo na noite eleitoral, com encerramento de mesas de voto e tudo o que aconteceu depois. E (Limbaugh) estava furioso com isso. E muitas pessoas estavam furiosas. Vocês não fazem ideia o quão furioso este país está", disse Trump à Fox News.

Desde que Joe Biden tomou posse, a 20 de janeiro, Trump havia apenas feito declarações deixando em aberto uma futura candidatura presidencial.

A rede social Twitter, a que mais usou para comunicar com os seus apoiantes, mantém-no banido desde o assalto ao Capitólio.

Num longo elogio a Limbaugh, Trump disse hoje tê-lo conhecido já enquanto Presidente, depois das eleições de 2015, que jogaram golfe juntos e recordou que lhe conferiu a Medalha Presidencial da Liberdade no ano passado, durante o discurso do Estado da União.

"Ele estava a apoiar-me desde o início. E gostava do que eu dizia e concordava comigo, era simplesmente um grande cavalheiro", disse Trump.

"Eu tenho uma bela fraqueza. Aparentemente gosto de pessoas que gostam de mim, entende? Sabe, é muito mais fácil", adiantou o ex-Presidente.

Leia Também: Trump emite comunicado: McConnell é "um charlatão político mal-encarado"

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