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Covid-19: Marrocos prolonga recolher obrigatório por mais duas semanas

O Governo marroquino declarou hoje a prorrogação por mais duas semanas do recolher obrigatório, em vigor em Marrocos desde fins de dezembro, para tentar conter a pandemia de covid-19 após terem surgido casos de novas estirpes no país.

Covid-19: Marrocos prolonga recolher obrigatório por mais duas semanas

Num comunicado, as autoridades de Rabat salientam que o recolher obrigatório, em vigor entre as 21:00 e as 06:00 locais em todo o país, foi reforçado com a interdição de festas e de aglomerações de pessoas e com o encerramento dos restaurantes e do comércio a partir das 20:00.

Em quase duas semanas, segundo o Ministério da Saúde de Marrocos, mais de 1,7 milhões de marroquinos foram vacinados contra a covid-19, com as autoridades a esperarem imunizar um total de 25 milhões de pessoas nos próximos três meses durante uma campanha de vacinação que é gratuita.

Marrocos, com uma população estimada em cerca de 35 milhões de habitantes, e onde vigora desde março de 2020 o estado de emergência, acumulou ao longo da pandemia 478.595 casos de contaminação, de que resultaram 8.491 mortes.

Segundo o Ministério da Saúde, quarta-feira passada, o reino recebeu quatro milhões de doses da vacina britânica AstraZeneca/Oxford.

A imprensa marroquina avançou, por outro lado, que Marrocos espera receber, ainda esta semana, 500.000 doses da vacina chinesa Sinopharm, após uma primeira entrega de outras tantas em janeiro.

O novo coronavírus continua a circular em Marrocos com uma média de 500 novos casos por dia.

O número de testes diários diminuiu, porém, para metade nos últimos dois dias, passando de 20.000 para cerca de 10.000.

Segundo o comunicado do Governo de Rabat, o prolongamento das restrições surge na sequência do surgimento de novos casos de contágio detetados com as novas variantes do novo coronavírus.

Em Marrocos, a crise sanitária tem tido um efeito desastroso na economia do país. O número de desempregados aumentou 29% entre 2019 e 2020, atingindo atualmente 1,43 milhões de pessoas em idade ativa.

A alta nos números do desemprego, segundo o Alto Comissariado Marroquino para a Saúde, deve-se "exclusivamente" aos despedimentos e às falências das empresas, sobretudo nos setores agrícola e pesqueiro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.400.543 mortos no mundo, resultantes de mais de 108,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

África contabiliza 3.750.266 infetados e 98.480 mortes, de acordo com os dados oficiais mais recentes sobre a pandemia no continente divulgados hoje pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).

A África Austral continua a ser região mais afetada pela covid-19, com 1.783.461 infetados e 53.679 mortos. Nesta região, só a África do Sul, que é o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.491.907 casos e 47.899 mortes.

O Norte de África é a segunda zona mais afetada pela pandemia: 1.130.519 infetados e 31.411 vítimas mortais. O Egito, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 9.994 mortes e 173.813 infetados, seguindo-se Marrocos, com 8.491 vítimas mortais e 478.595 casos.

Leia Também: AO MINUTO: Vacina da Pfizer reduz casos assintomáticos em 94%

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