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Evo Morales reafirma que saiu da Bolívia por causa de um golpe de Estado

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales reafirmou que saiu do país em 2019 por causa de um "golpe de Estado", destacando que "não houve fraude" nas eleições daquele ano, em que foi proclamado vencedor.

Evo Morales reafirma que saiu da Bolívia por causa de um golpe de Estado

Numa entrevista à agência noticiosa Efe, Evo Morales afirmou que a oposição podia ter ido a uma "segunda volta", se as eleições gerais do ano passado não tivessem sido adiadas duas vezes por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus.

O ex-presidente boliviano, que se encontra a recuperar da covid-19, está atualmente na cidade de Cochabamba, de onde coordena a campanha para as eleições regionais de 07 de março.

Em perspetiva, Morales comentou o processo que o levou a renunciar à presidência da Bolívia, depois de ter sido considerado vencedor das eleições, para um quarto mandato, mas sobre as quais recaíram denúncias de fraude, que levaram à anulação do ato eleitoral.

O ex-chefe de Estado repetiu e defendeu que "não houve fraude" naquelas eleições, apontando como "a melhor prova" os resultados da eleição de 2020, das quais saiu vencedor o candidato do seu partido, Luis Arce, com mais de 55% dos votos.

Evo Morales considerou que a Organização dos Estados Americanos (OEA) "se precipitou" ao apresentar na madrugada do dia 10 de novembro um relatório sobre a revisão dos resultados dessas eleições, que deveriam ser entregues pelo menos três dias depois, e que a OEA "cedeu à direita que foi mobilizada".

O referido relatório procurou esclarecer as denúncias de fraude eleitoral e serviu para que a justiça iniciasse ações contra vários funcionários eleitorais, embora não haja ainda conclusões desses processos.

Questionado se a sua renúncia e a dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados faziam parte de uma estratégia para fazê-lo voltar, hipótese adiantada por alguns analistas, Morales respondeu que "não, de forma nenhuma".

Morales revelou que antes de apresentar a sua renúncia, já em Cochabamba, considerado o seu principal bastião político, pensou em governar da "montanha" ou da selva, mas que desistiu de o fazer porque, explicou, tal levaria a dezenas de mortes e a "responsabilidade" por isso seria dele.

Apontado como o "gestor de campanha e presidente do MAS (Movimento pelo Socialismo), Evo Morales negou exercer tais cargos, recusando a ideia que façam parte de uma tentativa para continuar a controlar aquela organização, afirmando que o seu trabalho é agora de "coordenação" e que respeita as decisões e o estilo do atual presidente, Arce, mesmo que seja diferente do seu.

Segundo defendeu, se as eleições de 03 de maio para a presidência da Bolívia não tivessem sido adiadas haveria uma segunda volta.

Aquelas eleições deviam ter acontecido seis meses depois do ato eleitoral que provocou as manifestações populares que resultaram na renúncia de Evo Morales e na posterior posse de Jeanine Áñez como presidente interina.

As eleições de 03 de maio foram adiadas depois de detetados os primeiros casos de coronavírus em março e o governo provisório ter instituído quarentenas rígidas que levaram ao adiamento de maio para setembro e depois outubro.

Na época, Evo Morales acusou Murillo, o influente ministro de Áñez, pelos adiamentos, defendendo, no entanto, que isso acabou por favorecer o MAS.

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