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Centenas de políticos do Sudão do Sul expulsos de hotéis por dívida

Centenas de políticos do Sudão do Sul foram expulsos dos hotéis onde permaneceram durante o processo de paz, devido a uma dívida de 50 milhões de dólares (41,7 milhões de euros), afirmou na quinta-feira uma associação hoteleira.

Centenas de políticos do Sudão do Sul expulsos de hotéis por dívida

Cerca de 300 membros de vários grupos da oposição, do partido no poder e do exército permaneceram vários anos em mais de 18 hotéis, em Juba.

Dois anos após a independência, conquistada após um sangrento conflito com Cartum, o Sudão do Sul foi palco de uma guerra civil mortal (380.000 vítimas) que terminou oficialmente em fevereiro de 2020, com a criação de um Governo de unidade nacional.

Muitos dos envolvidos nas discussões, membros do Comité Nacional de Pré-Transição (NPTC), já não se encontram no país, enquanto alguns disseram que tinham de ser alojados em hotéis por razões de segurança.

No mês passado, a indústria hoteleira enviou dois avisos ao Governo sobre os seus pagamentos em atraso, em vão.

"Decidimos, portanto, excluir todos os hóspedes do NPTC, o que inclui políticos, generais que vieram para a implementação da paz", disse Mel Garang, que representa a Associação de Hotéis e Restaurantes do Sudão do Sul.

Segundo Mel Garang, alguns elementos tinham estado hospedados nos hotéis durante três ou quatro anos.

Os proprietários de hotéis, confrontados com a desvalorização da libra do Sudão do Sul, argumentam que não podem pagar aos seus fornecedores devido a esta pesada dívida.

Um dos políticos, que foi expulso do seu hotel, contou à AFP a sua consternação, sob a condição de anonimato.

"Sentimo-nos tão mal por termos sido expulsos e ninguém estar a cuidar de nós agora", disse, acrescentando que a eletricidade dos quartos foi cortada e nem tempo tiveram para fazer as malas.

"Mesmo se tivermos tempo [para fazer as malas], para onde vamos?", questionou.

Apesar da formação de um Governo de unidade nacional, vários pontos-chave do acordo de paz, tais como a formação de um exército nacional unificado, têm ainda de ser implementados.

Ao mesmo tempo, o Sudão do Sul continua atingido por um subdesenvolvimento crónico e pela fome, enquanto a violência inter-comunitária continua e até aumentou durante o ano passado.

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