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França "não vai ceder às exigências" sobre o acordo UE-Mercosul

O Governo francês reiterou hoje que "não vai ceder" nas exigências que levantou contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, afirmando estar a "lutar contra a desflorestação" da Amazónia.

França "não vai ceder às exigências" sobre o acordo UE-Mercosul

"França não vai ceder nas exigências que levantou em 18 de setembro", sublinhou o ministro delegado do Comércio Externo de França, Franck Riester, numa publicação divulgada na sua conta oficial da rede social Twitter, no seguimento de uma conversa com o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Para Frank Riester, esta é uma "luta contra a desflorestação" na Amazónia, pelo que a posição francesa visa a "implementação do Acordo de Paris" sobre as alterações climáticas e o "respeito das normas europeias sobre os produtos agroalimentares".

Em setembro passado, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, disse que era necessário refletir sobre o acordo comercial entre ambas as regiões, primeiro com os países europeus e depois com os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai).

De acordo com fontes governamentais, citadas pela agência EFE, "este processo levará algum tempo", reiterando que não haverá progressos até que "o nível de ambição" estabelecido pelo chefe do executivo francês "seja alcançado de forma credível, duradoura e verificável".

As declarações de Frank Riester surgem após o encontro de hoje, por videoconferência, entre o primeiro-ministro português, António Costa, e o Presidente da Argentina, Alberto Fernández, uma vez que ambos os países assumem a presidência do Conselho da UE e do Mercosul, respetivamente.

Os dois líderes acertaram uma "coordenação de esforços" para fazer avançar o acordo entre os 27 e o Mercosul durante a presidência portuguesa, que decorre no primeiro semestre deste ano.

A ratificação do acordo, que terá de passar pelo Parlamento Europeu e pelos Congressos de cada país do Mercosul, está suspensa devido a alguns assuntos pendentes, designadamente aspetos técnicos como as listas de indicações geográficas, que abrangem os produtos com denominação de origem, mas também assuntos de forte relevância política como a questão ambiental, que tem sido questionada por países europeus como França.

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul foi fechado em julho de 2019, depois de vinte anos de negociações e Portugal espera avançar com o mesmo durante a sua presidência rotativa do Conselho da UE.

Leia Também: Costa acerta com Argentina cooperação para avançar acordo UE-Mercosul

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