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Paquistão manda tirar assassino de Daniel Pearl do "corredor da morte"

O Supremo Tribunal do Paquistão ordenou que o cidadão britânico de origem paquistanesa absolvido da decapitação do jornalista Daniel Pearl em 2002 fosse retirado do "corredor da morte" e transferido para uma residência vigiada. 

Paquistão manda tirar assassino de Daniel Pearl do "corredor da morte"
Notícias ao Minuto

09:43 - 02/02/21 por Lusa

Mundo Justiça

AhamadSaeedOmarSheik, que esteve no "corredor da morte" durante os últimos 18 anos, vai ser transferido da prisão onde se encontra para uma casa sob a vigilância das autoridades, podendo vir a receber visitas da mulher e dos filhos.

"Não é a liberdade total. É um passo em direção à liberdade", disse SaedSheik, pai de Omar Sheik, presente na audiência que decorreu hoje.

O Tribunal Supremo confirmou na quinta-feira a anulação da condenação à morte do extremista britânico de origem paquistanesa suspeito de ter assassinado em 2002 o jornalista norte-americano Daniel Pearl, abrindo a possibilidade da sua libertação imediata.

Desde então, o Governo do Paquistão tem lutado para que o homem seja mantido em prisão.

Washington e os familiares de Daniel Pearl apresentaram um recurso para que a decisão do Tribunal Supremo venha a ser revista.

Mesmo assim, o advogado do jornalista assassinado em 2002 disse que vai ser difícil reverter a decisão porque os juízes do Supremo Tribunal são os mesmos que vão decidir sobre o recurso que foi apresentado.

Os Estados Unidos já avisaram que irão pedir a extradição de OmarSheik, caso a absolvição se mantenha.

Sheik também é suspeito de rapto de um cidadão norte-americano, em Caxemira, em 1994. O cidadão acabou por ser libertado.

Daniel Pearl tinha 38 anos e era correspondente do jornal norte-americanos Wall Street Journal quando desapareceu a 23 de janeiro de 2002 em Carachi.

A decapitação do jornalista foi filmada em vídeo, tendo o registo sido enviado para o consulado dos Estados Unidos no sul do Paquistão.

Um inquérito independente que se prolongou durante três anos no quadro do "Caso Pearl" determinou em 2011 que a justiça paquistanesa se tinha "afastado" do processo.

De acordo com Asra Nomani, antiga colega e amiga de Pearl, que dirigiu o inquérito, o paquistanês Khaled Cheick Mohammed (KSM, de acordo com as inicias em inglês), que reclamou ter sido o "cérebro" dos atentados contra Nova Iorque de 2001, foi o executor do jornalista.

KSM, preso no Paquistão em 2003, foi enviado para a prisão norte-americana de Guantánamo, Cuba.

Um psicólogo que interrogou o preso afirmou que KSM lhe confessou ter decapitado o jornalista norte-americano.

Leia Também: Paquistão pede revisão de absolvição de acusado de matar Daniel Pearl

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