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Nicolas Maduro recua na afirmação sobre antiviral Carvativir

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, retificou na terça-feira a afirmação, que fez no domingo, de o fármaco Carvativir "neutralizar 100%" o novo coronavirus, dizendo que este produto, desenvolvido no país, é "complementar" do tratamento.

Nicolas Maduro recua na afirmação sobre antiviral Carvativir
Notícias ao Minuto

06:09 - 27/01/21 por Lusa

Mundo Covid-19

"Posso dizer que está provado que o Carvativir é um poderoso antiviral complementar para a cura da covid-19", disse Maduro durante um encontro com médicos, transmitido pela estação de televisão pública VTV, depois de criticar algumas redes sociais por eliminarem o vídeo em que aparece a fazer esta declaração.

No domingo, o presidente venezuelano garantiu, durante uma intervenção transmitida pela televisão, que o Carvativir, que apresentou como umas "gotas milagrosas", "neutraliza o coronavirus em 100%".

Este tratamento, explicou então, é produto de vários estudos clínicos, científicos e biológicos que decorreram durante nove meses e incluíram testes em doentes, em estado moderado e grave, que, adiantou, recuperaram graças a estas gotas.

Mas a sua afirmação de que o fármaco neutraliza totalmente o novo coronavirus causou uma "tremenda polémica" na Venezuela, como o próprio reconheceu na terça.

A Academia de Medicina da Venezuela recomendou "esperar por mais dados dos testes" do fármaco, antes de o classificar como "candidato a medicamento anticovid-19", se bem que tenha destacado o "potencial terapêutico" dos óleos derivados da planta de tomilho ('thymus vulgaris'), que são a base do medicamento.

Mesmo assim, Maduro disse que as suas afirmacões sobre o Carvativir foram censuradas no YouTube e em outras redes sociais.

"Aos que odeiam a Venezuela, arde-lhes" a efetividade do Carvativir, disse Maduro, durante o seu encontro com médicos, realizado na terça-feira.

No domingo, o presidente venezuelano anunciou que o seu governo ia iniciar imediatamente a "produção massiva" deste medicamento e que ia enviar toda a informação ao diretor da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, "para que conheça e certifique este poderoso antiviral".

Leia Também: Oposição denuncia que mais de 2.000 pessoas morreram na Venezuela

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