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Principais acontecimentos desde que Guaidó se autoproclamou PR interino

Em 23 de janeiro de 2019, o recém-nomeado presidente da Assembleia Nacional (parlamento) da Venezuela, Juan Guaidó autoproclamou-se Presidente interino da Venezuela, prometendo afastar Nicolás Maduro do poder.

Principais acontecimentos desde que Guaidó se autoproclamou PR interino

Pouco conhecido até então, Juan Guaidó salta para as primeiras páginas dos jornais e prometeu publicamente formar um governo de transição e realizar eleições livres e democráticas no país, e que não cumpriu.

Reconhecido por quase 60 países, Juan Guaidó viu, entretanto, o apoio da oposição dividir-se, com vários dos seus antigos companheiros a participar nas recentes eleições legislativas convocadas pelo regime para 06 de dezembro passado, nas quais não participou e cujos candidatos eleitos entraram em funções a 05de janeiro.

Parcialmente reconhecido, Juan Guaidó preside hoje a uma comissão presidencial do parlamento que lidera e jurou que continuaria em funções até conseguir cumprir as promessas feitas há dois anos.

Eis uma cronologia dos mais importantes acontecimentos dos últimos cerca de dois anos desde que Juan Guaidó se autoproclamou Presidente interino da Venezuela:

2019

05 de janeiro: A Assembleia Nacional da Venezuela, em que a oposição é maioritária, elege Juan Guaidó, 35 anos, dirigente do partido Vontade Popular, como presidente deste órgão.

10 de janeiro: Nicolás Maduro toma posse para um novo mandato (2019-2025) como Presidente da Venezuela, na sequência das contestadas eleições antecipadas de maio de 2018.

23 de janeiro: Juan Guaidó, jura publicamente, perante milhares de manifestantes em Caracas, assumir as funções de Presidente interino até afastar o Presidente Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres e transparentes.

Washington apoia o líder opositor venezuelano e o Presidente Nicolás Maduro acusa os EUA de apoiarem uma tentativa de golpe e dá 72 horas aos diplomatas norte-americanos para deixarem o país.

24 de janeiro: Os EUA anunciam que estão prontos para enviar ajuda para superar a crise humanitária no país.

28 de janeiro: Os EUA sancionam a empresa estatal Petróleos da Venezuela SA (PDVSA) e Juan Guaidó apela ao Reino Unido que impeça o Governo venezuelano de retirar o ouro depositado no banco central britânico.

29 de janeiro: O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela inicia uma investigação contra Juan Guaidó e proíbe-o de sair do país.

04 de fevereiro: Vários países da União Europeia, entre eles Portugal, expressam apoio a Juan Guaidó.

18 de fevereiro: O Governo venezuelano insiste em rejeitar ajuda humanitária estrangeira oferecida por vários países. A oposição insiste que fará entrar a ajuda humanitária no país, pelas fronteiras terrestres com o Brasil e a Colômbia.

21 de fevereiro: Nicolás Maduro fecha a fronteira com o Brasil e diz estar a ponderar fazer o mesmo com a Colômbia.

22 de fevereiro: Mais de 300 mil pessoas participam no concerto Venezuela Aid Live, em apoio à oposição venezuelana, em Cúcuta, Colômbia. Do outro lado da fronteira, milhares de simpatizantes de Nicolás Maduro participam, em Tienditas no concerto Hands Off Venezuela.

23 de fevereiro: Nicolás Maduro fecha a fronteira e rompe relações diplomáticas com a Colômbia. Soldados venezuelanos bloqueiam as pontes que unem os dois países para impedir a entrada dos camiões com ajuda humanitária. Confrontos nas fronteiras terrestres com a Colômbia e o Brasil provocam, segundo a imprensa local, 15 mortos e trezentos feridos.

28 de fevereiro: As autoridades colombianas anunciam ter acolhido 274 oficiais das Forças Armadas da Venezuela e da polícia venezuelana, que desertaram.

04 de março: Guaidó regressa à Venezuela, depois de ter estado na Colômbia, Argentina, Brasil, Paraguai e Equador.

12 de março: Os EUA confirmam saída dos últimos diplomatas americanos.

27 de março: Militares russos chegaram à Venezuela ao abrigo de acordos de cooperação bilateral.

29 de março: A Cruz Vermelha Internacional anuncia que distribuirá ajuda humanitária, com a aprovação do Governo da Venezuela.

02 de abril: A Assembleia Constituinte, composta unicamente por simpatizantes do regime, levanta a imunidade parlamentar de Juan Guaidó e acusa-o de violar a Constituição ao declarar-se Presidente interino do país.

30 de abril: Guaidó aparece nas proximidades de uma base militar do leste de Caracas, acompanhado do fundador do seu partido, Leopoldo Lopez, que estava em prisão domiciliária, e de um grupo de militares e anuncia que a "Operação Liberdade" está na "etapa final", que a saída de Nicolás Maduro do poder está para breve.

Uma viatura militar atropela vários manifestantes nas proximidades da Base Aérea de La Carlota. A Comissão Nacional de Telecomunicações toma o controlo da Rádio Caracas Rádio e ordena às operadoras a suspensão das emissões de várias estações de televisão, no cabo.

02 de maio: O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, denuncia que a oposição tentou comprar militares e Maduro apela à unidade das Forças Armadas.

25 de maio: A Noruega anuncia que o Governo venezuelano e a oposição chegaram a um acordo para iniciar um diálogo, em Oslo, do qual será mediadora.

30 de maio: Guaidó anuncia que as negociações na Noruega terminaram sem um acordo.

17 de junho: A imprensa denuncia irregularidades no uso de recursos económicos destinados à ajuda humanitária e entregues à oposição. Guaidó pede a colaboração da Colômbia para uma investigação imparcial.

26 de junho: O Governo venezuelano diz ter frustrado um golpe de Estado que previa o assassínio do Presidente Nicolás Maduro, da sua mulher, Cília Flores e do presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello, o segundo homem mais forte do regime chavista.

07 de julho: A oposição e o Governo venezuelano retomam as negociações, em Barbados, sob a mediação da Noruega.

19 de julho: As delegações que representam o Governo e a oposição regressam a Caracas, sem avanços no diálogo. O Presidente Nicolás Maduro acusa os EUA e a União Europeia de chantagem.

23 de julho: O parlamento aprova o regresso da Venezuela ao Tratado Interamericano de Assistência Recíproca.

24 de setembro: Após dois anos de ausência, 40 deputados do regime regressam ao parlamento.

29 de outubro: A Venezuela acusou a União Europeia, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados e a Organização Internacional para as Migrações de gerar sofrimento e roubarem os recursos dos venezuelanos.

06 de novembro: A ONU anuncia que vai avançar com Plano de Resposta Humanitária para responder à crise na Venezuela.

16 de novembro: As forças de segurança irromperam pela sede do partido Vontade Popular, de Juan Guaidó.

12 de dezembro: Guaidó admite não ter feito o suficiente para afastar Maduro do poder.

17 de dezembro: O Congresso norte-americano aprova um pacote de ajuda humanitária no valor de 356 milhões de euros.

2020

05 de janeiro: A polícia venezuelana impediu Juan Guaidó de entrar na Assembleia Nacional. Os deputados chavistas elegeram Luís Parra como presidente do parlamento.

Juan Guaidó, não reconhece a nova direção do parlamento e preside a uma sessão parlamentar paralela em que é reeleito presidente da Assembleia Nacional.

06 de janeiro: A União Europeia anuncia que continua a reconhecer Juan Guaidó como presidente legítimo da Assembleia Nacional.

12 de janeiro: Guaidó diz que as negociações com governo de Maduro são "impossíveis".

13 de janeiro: Os EUA sancionam sete deputados por "bloqueio" do processo democrático.

15 de janeiro: Civis armados impedem entrada dos deputados da oposição no parlamento.

17 de janeiro: A oposição acusa Maduro de operações de suborno para tentar diminuir o apoio a Guaidó.

19 de janeiro: Guaidó, deslocou-se à Colômbia para participar juntamente com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, numa reunião sobre o combate ao terrorismo.

21 de janeiro: Guaidó reúne-se em privado, em Londres, com Boris Johnson, primeiro-ministro britânico. Em Caracas funcionários dos serviços de informação efetuam uma rusga no escritório do líder opositor.

22 de janeiro: Guaidó reúne-se com o Alto Representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, em Bruxelas.

07 de fevereiro: O ministro dos Negócios da Rússia, Serguei Lavrov, inicia uma visita oficial à Venezuela. ?

13 de março: Venezuela confirma o primeiro caso do novo coronavírus no país.

26 de março: A Venezuela confirma a primeira morte em consequência do novo coronavírus.

Juan Guaidó divulga um vídeo propondo a formação de um Governo de Emergência Nacional e um plano para atender a crise provocada pela pandemia.

03 de maio: O Governo venezuelano diz ter frustrado uma tentativa de invasão marítima em Macuto (norte de Caracas), apoiada pela oposição e pelos EUA. Várias pessoas foram detidas, entre elas Adolfo Baduel filho do ex-ministro da Defesa, Raul Baduel.

27 de maio: O Supremo Tribunal de Justiça declarou nula a direção da Assembleia Nacional, liderada por Juan Guaidó e reconheceu como Presidente do Parlamento Luís Parra, um dissidente da oposição que continua a dizer que é oposicionista.

12 de junho: Assumindo as funções do parlamento, o Supremo Tribunal de Justiça nomeia novas autoridades para o Conselho Nacional Eleitoral.

14 de junho: Nicolás Maduro convoca eleições parlamentares para 06 de dezembro.

16 de junho: O Supremo Tribunal de Justiça suspende a direção de dois partidos da oposição, o Primeiro Justiça e a Ação Democrática, ordenando que sejam reestruturados.

29 de junho: A União Europeia sanciona 11 personalidades envolvidas em ações contra a oposição.

30 de junho: Maduro expulsa a embaixadora da União Europeia na Venezuela, a diplomata portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa.

02 de julho: Nicolás Maduro, saúda acordo entre Bruxelas e Caracas para suspender a expulsão da diplomata portuguesa e insta a União Europeia a mudar a relação com a Venezuela.

Um tribunal britânico decide que é Juan Guaidó quem manda nas reservas de ouro da Venezuela.

05 de julho: Oposição venezuelana apela a "rebeldia" para alcançar "segunda independência".

24 de julho: Um tribunal britânico aceita recurso de Maduro sobre as reservas de ouro.

02 de agosto: 27 partidos que constituem a maioria da oposição venezuelana, incluindo todos os que tem representação parlamentar à margem do chavismo, chegaram a um acordo para não participar nas eleições legislativas, considerando-as uma "fraude".

04 de setembro: Venezuela acusa Estados Unidos de interferência na preparação das eleições legislativas de dezembro.

05 de setembro: O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela anuncia que 107 partidos políticos apresentaram 14.400 candidatos para as eleições legislativas.

25 de setembro: A ONU denuncia obstruções à oposição nas legislativas de dezembro.

28 de setembro: Oposição apela às forças armadas para retirar o apoio a Nicolás Maduro e diz que regime prepara nova ofensiva para se manter no poder.

24 de outubro: Leopoldo López deixa inesperadamente a Embaixada de Espanha em Caracas, onde se tinha refugiado e partiu para Madrid.

12 de novembro: A União Europeia volta a prolongar sanções por mais um ano.

13 de novembro: Maduro acusa a União Europeia de agir contra os venezuelanos ao prolongar a aplicação das sanções.

22 de novembro: Caracas diz não esperar que EUA e Europa reconheçam eleições legislativas.

25 de novembro: A polícia efetua rusga à sede das organizações não-governamentais Alimenta a Solidariedade e Caracas Meu Convive, mantidas pela oposição e que atende mulheres grávidas, crianças e pessoas da terceira idade. As contas bancárias das duas organizações são congeladas.

06 de dezembro: 6.251.080 venezuelanos participam nas eleições parlamentares convocadas pelo Governo do Presidente Nicolás Maduro.

07 a 12 de dezembro: 6.471.428 venezuelanos participam de maneira virtual e presencial na consulta popular opositora que procura declarar a continuidade operacional do parlamento de Guaidó.

14 de dezembro: O Tribunal Penal Internacional, concluiu que pelo menos desde abril de 2017 as forças de segurança cometeram crises que lesam a humanidade e prevê início de uma investigação no primeiro semestre de 2021.

18 de dezembro: Os EUA sancionam a empresa EX-CLE Soluções Biométricas por prestar serviço ao Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, nas parlamentares de 06 de dezembro, que a oposição diz ter sido fraudulentas.

Cessa funções a Assembleia Constituinte da Venezuela, criada a 04 de agosto de 2017.

26 de dezembro: A Assembleia Nacional (parlamento) presidida por Juan Guaidó aprova um estatuto de transição que dá "continuidade" de funções ao parlamento opositor, durante um ano, a partir do dia 05 de janeiro de 2021.

30 de dezembro: O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, anula o regulamento de transição do parlamento, aprovado pela oposição.

2021

05 de janeiro: 256 deputados dos partidos pró-regime, 20 da oposição (desvinculada de Juan Guaidó) e um do Partido Comunista, eleitos a 06 de dezembro, tomam posse.

Em paralelo Juan Guaidó realiza uma sessão parlamentar virtual opositora em que jura continuar em funções até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres no país.

06 de janeiro: Cinco deputados da oposição Stalin González, Marialbert Barrios, Dennis Fernández, Jesús Yánez e Rafael Guzmán, afastam-se do parlamento liderado por Juan Guaidó, por não concordarem com a decisão de manter o parlamento em funcionamento.

07 de janeiro: O novo parlamento nomeia o deputado José Brito, que em dezembro de 2019 foi expulso do partido opositor Primeiro Justiça por suspeitas de "encobrir ou proteger atos de corrupção cometidos pelo regime" venezuelano, como presidente da comissão que investigará os crimes alegadamente praticados pela oposição.

19 de janeiro: O conselheiro de política externa norte-americana e próximo secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, nomeado pelo Presidente eleito Joe Biden, anuncia que o novo Governo norte-americano "manterá o reconhecimento" de Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela.

Blinken anuncia ainda que reconhece "a Assembleia Nacional democraticamente eleita em 2015, como a única instituição legítima na Venezuela".

20 de janeiro: A vice-presidente do novo parlamento da Venezuela, Iris Varela, apelou às autoridades competentes que detenham os deputados opositores do anterior período legislativo, incluindo o líder opositor Juan Guaidó.

Leia Também: Venezuela: Guaidó continua a apelar à pressão para afastar Maduro

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