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Escassez de vacinas nos EUA força cancelamentos e adiamentos na vacinação

A escassez de vacinas contra a pandemia de covid-19 levou hoje a que alguns locais de vacinação na cidade de Nova Iorque começassem a cancelar ou adiar o processo de vacinação que o presidente norte-americano, Joe Biden, jurou reverter.

Escassez de vacinas nos EUA força cancelamentos e adiamentos na vacinação
Notícias ao Minuto

06:45 - 22/01/21 por Lusa

Mundo Covid-19

As entregas de vacinas em menor quantidade do que era esperado pelo governo federal causaram "frustração e confusão", revelou a Associeted Press (AP), adiantando que a menor quantidade está a limitar a capacidade dos estados norte-americanos em enfrentar o surto pandémico que matou mais de 400.000 norte-americanos.

Nos últimos dias, as autoridades dos estados da Califórnia, Ohio, West Virginia, Flórida e do Havai alertaram para que os stocks de vacinas estavam a terminar e o fornecimento das mesmas era menor.

O presidente da Câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, explicou que a vacinação não parou em toda a cidade, mas que a procura de vacinas excede agora, em muito, o número de doses disponíveis.

"É tremendamente triste que tenhamos tantas pessoas a desejarem a vacina e tanta capacidade em aplicá-la", afirmou o responsável politico, tendo dito: "O que está a acontecer?".

E prosseguiu: "Por falta de abastecimento, estamos realmente a ter de cancelar compromissos".

Nas últimas duas semanas, os estados norte-americanos, a pedido da administração Trump, alargaram rapidamente as iniciativas de vacinação para as pessoas com 65 anos ou mais anos, o que aumentou as expectativas de disponibilização de vacinas e criou uma maior procura.

Na semana passada, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos disse que as expectativas dos estados norte-americanos sobre a quantidade de vacinas iam "numa direção errada".

Marcus Plescia, que pertence à Associação de Saúde Territorial e Estadual, explicou à agência AP que o alargamento da elegibilidade da vacina às pessoas com 65 anos ou mais foi feito "muito cedo", antes que o abastecimento pudesse aumentar.

"Precisávamos de uma liderança federal estável no início do processo de vacinação", lembrou Plescia, adiantando que "isso não aconteceu".

"Agora que não estamos dar prioridade a esses grupos, vai haver algum atraso para que a oferta se ajuste à procura", salientou o médico.

O abastecimento "vai aumentar nas próximas semanas", garantiu à AP a mesma fonte.

As entregas saem para os estados norte-americanos todas as semanas e a administração federal e as farmacêuticas têm vindo a garantir que grandes quantidades "estão a caminho", frisou o médico.

"O abastecimento (de vacinas) deu-se a um ritmo dececionante", pois a administração norte-americana entregou quase 38 milhões de doses aos estados e apenas cerca de 17,5 milhões foram administradas, segundo dados dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças do país.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.075.698 mortos resultantes de mais de 96,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Leia Também: UE sem acordo sobre certificados de vacinação por "questões em aberto"

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