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Embaixadora dos EUA na ONU quer acabar com isolamento de Taiwan

A embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), nomeada por Donald Trump, afirmou na quinta-feira, na rede social Twitter, que é tempo de o mundo se opor às tentativas da China isolar Taiwan.

Embaixadora dos EUA na ONU quer acabar com isolamento de Taiwan
Notícias ao Minuto

06:44 - 22/01/21 por Lusa

Mundo ONU

Para tornar a mensagem mais gráfica, a embaixadora Kelly Craft acompanhou-a de uma foto de si própria no 'hall' do edifício da Assembleia Geral da ONU de onde Taipé está banida.

Na imagem, Craft surge com uma mala de mão com um urso de Taiwan no topo, uma prenda do representante de Taipé em Nova Iorque, o embaixador James Lee.

Taiwan saiu da ONU em 1971, quando a China entrou. Pequim considera Taiwan uma província renegada e tem usado a sua influência diplomática para impedir Taiwan de aderir a organizações reservadas a Estados, incluindo a Organização Mundial de Saúde e a Organização Internacional da Aviação Civil.

As relações dos EUA com Taiwan desenvolveram-se com Donald Trump, assente em largo apoio no Congresso, graças à vontade do seu governo de desafiar as ameaças de Pequim e promover Taiwan como alternativa ao autoritarismo do Partido Comunista.

Craft reuniu com setembro com o representante de Taiwan em Nova Iorque e tinha agendada uma visita à ilha na semana passada, mas a sua viagem foi cancelada depois de o secretário de Estado, Mike Pompeo, ter proibido todas as deslocações.

Mas, imparável, teve uma reunião virtual com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, na véspera de 13 de janeiro, a quem disse: "Os EUA estarão sempre com Taiwan".

Nesse dia, foi às instalações da Assembleia Geral, onde gravou, a partir a cadeira do presidente, um discurso virtual para estudantes de Taiwan.

Na terça-feira, o seu último dia na ONU, fez uma declaração, em que realçou que os EUA "está determinada a acabar" a exclusão e o isolamento de Taiwan, e previu que esta política vai continuar com o novo presidente Joe Biden.

"A posição dos EUA neste assunto goza de um apoio bipartidário universal", disse, "pelo que, mesmo que os EUA estejam a preparar uma transição, posso falar com grande confiança que a relação EUA-Taiwan vai continuar a crescer e a fortalecer-se".

Considerou ainda Taiwan "uma força de bem no estágio internacional -- uma democracia vibrante, um generoso ator humanitário, um ator responsável na comunidade global de saúde e um vigoroso promotor e defensor dos direitos humanos".

Durante as últimas horas de Trump na Casa Branca, na quarta-feira, Craft apelou na Twitter ao fim do isolamento e da exclusão de Taiwan: "Todos os Estados membros da ONU deveriam reconhecer os benefícios da participação significativa de Taiwan nas organizações internacionais e ao prejuízo causado pela sua exclusão contínua".

O porta-voz da missão da China na ONU, referindo-se à foto de Craft, nas instalações da Assembleia Geral, reagiu, também na Twitter: "Sem aviso prévio à ONU, você esgueirou-se para a Assembleia Geral para gravar o vídeo. Não apenas violou as orientações para o uso das instalações da ONU, mas também quebrou as regras de prevenção do covid-19. Você está a espalhar o vírus literalmente. Tempo de parar!".

Um porta-voz de Craft respondeu hoje, dizendo: "A embaixadora Craft está orgulhosa de falar com jovens de Taiwan a partir da Assembleia Geral da ONU, para sublinhar o facto ultrajante de a voz de Taiwan aí continuar indesejada".

Leia Também: ONU falha declaração conjunta sobre confrontos em Darfur

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