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Navio 'Open Arms' regressa a Barcelona após resgate de 265 pessoas

O navio humanitário de resgate 'Open Arms', associado a uma organização não-governamental (ONG) espanhola, atracou hoje no porto de Barcelona após ter resgatado nas últimas semanas no Mediterrâneo 265 migrantes, naquela que foi a sua 79.ª missão.

Navio 'Open Arms' regressa a Barcelona após resgate de 265 pessoas

"Bom trabalho, grande equipa Missão 79. Obrigado por cada uma das 265 vidas que salvaram e levaram para um porto seguro. Bem-vindos a casa", escreveu a ONG catalã Proativa Open Arms, na sua conta na rede social Twitter.

A tripulação do 'Open Arms' regressou a Barcelona depois de ter resgatado com sucesso um total de 265 pessoas, incluindo 63 menores (40 deles não acompanhados) e seis crianças com menos de três anos de idade.

Entre os dias 31 de dezembro e 02 de janeiro, o navio humanitário socorreu igualmente 14 mulheres.

Estes migrantes conseguiram posteriormente desembarcar num porto seguro, em solo italiano.

Os migrantes menores seriam reencaminhados para um centro de acolhimento em Itália, enquanto os adultos foram colocados em quarentena em outro navio por causa dos procedimentos de prevenção associados à atual pandemia da doença covid-19.

De acordo com as informações disponíveis, nenhum dos migrantes resgatados e dos membros da tripulação do 'Open Arms' testaram positivo à covid-19.

Apesar deste regresso a Barcelona, o navio humanitário tem como objetivo regressar "o mais depressa possível" ao Mediterrâneo Central, a rota migratória que é encarada como a mais mortal do mar Mediterrâneo e que sai da Argélia, Tunísia e Líbia em direção à Itália e a Malta.

"Enquanto navegávamos para Barcelona para preparar a próxima missão, chegaram notícias terríveis do Mediterrâneo: naufrágios, mortes e devoluções [de migrantes] ao inferno da Líbia. Tanta dor. Muito em breve estaremos de volta para proteger o mais importante: a vida", indicou a ONG no Twitter.

Na quarta-feira, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) divulgaram que pelo menos 43 pessoas tinham morrido num naufrágio ocorrido na terça-feira, ao largo das costas líbias.

Devido à situação do país, imerso num caos político e securitário desde a queda do regime de Muhammar Kadhafi em 2011, a Líbia não é considerada um porto seguro.

A Líbia tornou-se nos últimos anos uma placa giratória para centenas de milhares de migrantes, sobretudo africanos e árabes que tentam fugir de conflitos, violência e da pobreza, que procuram alcançar a Europa através do mar Mediterrâneo.

As denúncias sobre as condições desumanas e as violações dos direitos das pessoas mantidas em centros de detenção de migrantes na Líbia também são frequentes.

Leia Também: Itália autoriza desembarque de 265 migrantes em navio humanitário

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