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Eleições no Uganda foram marcadas pela violação dos direitos humanos

As eleições de 14 de janeiro no Uganda foram marcadas por "violência" e "violações dos direitos humanos", incluindo mortes pelas forças de segurança, detenções e ataques a apoiantes da oposição e jornalistas, acusou hoje a Human Rights Watch.

Eleições no Uganda foram marcadas pela violação dos direitos humanos

As eleições de 14 de janeiro no Uganda foram marcadas por "violência" e "violações dos direitos humanos", incluindo mortes pelas forças de segurança, detenções e ataques a apoiantes da oposição e jornalistas, acusou hoje a Human Rights Watch.

"O campo do jogo democrático para umas eleições justas esteve preocupantemente ausente durante estas eleições", afirmou Oryem Nyeko, investigador africano da Human Rights Watch (HRW), numa declaração divulgada hoje pela organização de defesa dos direitos humanos.

"Em vez de restringir a liberdade de expressão, movimento e reunião, o Governo ugandês deveria tomar medidas concretas para melhorar o seu respeito pelos direitos humanos", acrescentou o ativista.

As violações que a HRW denuncia incluem também o corte da internet durante vários dias, coincidindo com os dias das eleições e da contagem dos votos, e o bloqueio na sua residência do líder da oposição Robert Kyagulanyi, antigo cantor, muito popular no país, conhecido pelo nome artístico Bobi Wine.

Sobre esta questão, também outras instituições já se manifestaram, entre as quais a União Europeia, que ontem manifestou a sua preocupação sobre "o assédio contínuo de atores políticos e uma parte da sociedade civil" no Uganda.

Na mesma linha, a Amnistia Internacional (AI) exigiu "o fim da detenção por motivos políticos de Robert Kyagulanyi e da sua esposa", numa declaração divulgada ao fim do dia de quarta-feira.

As forças de segurança ugandesas negam, no entanto que Kyagulanyi esteja preso e alegam que mantêm um destacamento de forças policiais ao redor da residência do ex-cantor e deputado desde 2017 por razões de segurança.

Kyagulanyi tem sido mantido incomunicável em sua casa desde sábado, juntamente com a sua esposa e um sobrinho.

O líder da oposição classificou as eleições do passado dia 14 como "as mais fraudulentas da história do Uganda" e apelou aos seus concidadãos e à comunidade internacional para rejeitarem a vitória declarada do Presidente, Yoweri Museveni, no poder desde 1986.

De acordo com os resultados anunciados pela comissão eleitoral do país, Museveni foi eleito para um sexto mandato com 58,64% dos votos expressos nas eleições presidenciais, e Kyagulanyi obteve 34,83% dos sufrágios contabilizados.

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