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RCA: Dois soldados da paz das Nações Unidas foram mortos num ataque

Dois soldados das forças de manutenção da paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (RCA) morreram hoje durante um ataque naquele país, informou a organização.

RCA: Dois soldados da paz das Nações Unidas foram mortos num ataque

O porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU), Stephane Dujarric, citado pela agência de notícias Associated Press, explicou que as forças de manutenção da paz ficaram debaixo de fogo no eixo Bangasso-Gambo.

O responsável da organização referiu que, ao todo foram mortos nove elementos das forças de manutenção de paz da ONU nos últimos sete dias naquele país e no Mali.

A Missão Integrada de Estabilização Multidimensional das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca), especificou, num comunicado emitido a partir de Bangui, que as vítimas do ataque foram um militar gabonês e outro marroquino e que o ataque aconteceu a 17 quilómetros de Bangassou (prefeitura de Mbomou), no sul da RCA, na sequência de uma emboscada a um comboio por elementos dos grupos armados da coligação.

O representante especial do secretário-geral da ONU na RCA e chefe da Minusca, Mankeur Ndiaye, "condena veementemente este ataque cobarde, levado a cabo, em particular, por combatentes da UPC e anti-Balakas, membros da aliança de grupos armados", referiu a nota da força de manutenção da paz.

A Minusca sublinhou ainda que "trabalhará com as autoridades da África Central para assegurar que os perpetradores e cúmplices destes crimes de guerra sejam detidos e levados à justiça".

O representante especial do secretário-geral prestou homenagem aos soldados da paz desaparecidos e apresentou as suas "mais profundas condolências" às famílias enlutadas, aos contingentes gaboneses e marroquinos e ao Governo do Gabão e do Reino de Marrocos.

"A Minusca pagou um preço pesado, com sete soldados da paz que caíram ao serviço da paz desde o lançamento dos ataques coordenados e simultâneos dos anti-Balaka, 3R, MPC e UPC, aliados ao ex-presidente François Bozizé. Mas continua empenhada em prosseguir o seu mandato para proteger os civis e assegurar as eleições", assegurou no comunicado.

Ao mesmo tempo, aquele representante especial da ONU prestou homenagem aos civis, e às organizações humanitárias e membros das forças de defesa e segurança da África Central, "vítimas desta violência".

A Minusca prossegue a operação para garantir a segurança de Bangassou, uma cidade que consegue controlar totalmente desde sexta-feira, após a chegada de reforços, dando um ultimato aos grupos armados, que ocuparam determinadas posições, após o ataque de 03 de janeiro.

"Estão a ser conduzidas patrulhas robustas dentro e à volta da cidade. A situação de segurança é calma, e os residentes estão a começar a regressar às suas casas. No entanto, a força Minusca permanece em alerta máximo, para impedir qualquer ação dos grupos armados", referiu a nota.

A República Centro-Africana, rica em minerais, enfrenta, desde 2013 uma onda de ataques inter-religiosos e intercomunitários.

A violência intensificou-se agora, na sequência das recentes eleições presidenciais.

Os resultados da eleição na qual foi eleito Touadéra, que contou com uma taxa de participação de 76,31%, têm agora de ser oficialmente validados pelo Tribunal Constitucional da RCA, antes de terça-feira.

O país caiu no caos e na violência em 2013, após o derrube do então Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas na anti-Balaka.

Desde então, o território centro-africano tem sido palco de confrontos comunitários entre estes grupos, que obrigaram quase um quarto dos 4,7 milhões de habitantes da RCA a abandonarem as suas casas.

Portugal tem atualmente na RCA 243 militares, dos quais 188 integram a Minusca e 55 participam na missão de treino da União Europeia (EUTM), liderada por Portugal, pelo brigadeiro general Neves de Abreu, até setembro de 2021.

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