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Situação dos uigures. Londres exorta Pequim a aceitar visita da ONU

O chefe da diplomacia britânica, Dominic Raab, exortou hoje a China a aceitar a visita de uma missão de observadores internacionais da ONU para verificar a situação da minoria muçulmana uigur, na região chinesa de Xinjiang (noroeste).

Situação dos uigures. Londres exorta Pequim a aceitar visita da ONU
Notícias ao Minuto

14:48 - 17/01/21 por Lusa

Mundo ONU

Denunciando a "barbárie" do regime chinês em relação aos uigures, o Reino Unido avançou nos últimos dias com medidas para impedir que bens e produtos relacionados ao presumível trabalho forçado desta minoria cheguem aos consumidores britânicos.

Confrontado com as acusações sobre a existência de campos de doutrinação e reeducação, de trabalhos forçados, de atos de tortura e de campanhas de esterilização, o embaixador da China junto das Nações Unidas, Zhang Jun, denunciou uma ingerência de Londres nos "assuntos internos" chineses e um "ataque puramente político".

O destino infligido aos uigures é "absolutamente vergonhoso, revoltante, chocante", disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, em declarações ao canal Sky News.

Se a China contesta as acusações feitas contra ela, há uma "maneira simples" de esclarecer a situação, segundo frisou Dominic Raab, que apontou: "Permitir que o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos visite e tenha acesso aos locais".

"Estamos a pressionar para que uma terceira parte com autoridade, como a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos [a chilena Michelle Bachelet] faça esta visita", insistiu o ministro britânico.

Quanto ao saber se os uigures estão a ser submetidos a atos que podem ser classificados como "genocídio", Dominic Raab declarou que cabe à "justiça" determinar isso.

"E, francamente, não nos devemos envolver em negociações de comércio livre com países que violam os direitos humanos bem abaixo do limite do genocídio", acrescentou o chefe da diplomacia britânica, desta vez em declarações à estação pública BBC, numa referência implícita ao recente "acordo de princípio" sobre investimentos alcançado no final de dezembro entre a China e a União Europeia (UE), bloco ao qual Londres já não pertence.

Os uigures (um dos 56 grupos étnicos que existem no território chinês) são maioritariamente muçulmanos e falam na sua grande maioria uma língua relacionada com o turco.

A comunidade uigur é etnicamente distinta do grupo étnico maioritário na China, os chineses han, e constitui uma grande parte da população em Xinjiang, uma vasta região chinesa que faz fronteira com o Afeganistão e o Paquistão.

Esta etnia representa um pouco menos de metade dos 25 milhões de pessoas que vivem na região de Xinjiang, um vasto território semidesértico no noroeste da China há muito atingido por ataques violentos, que Pequim atribui a elementos separatistas e islamitas.

A China tem sido acusada de ter lançado uma política de vigilância máxima e de concentrar minorias étnicas chinesas de origem muçulmana em campos de doutrinação e reeducação no extremo noroeste do território chinês.

Segundo peritos estrangeiros, pelo menos um milhão de pessoas, incluindo uigures, estarão nestes "campos".

Pequim tem sempre rejeitado este alegado plano de "genocídio cultural" de minorias muçulmanas na China, alegando que estas instalações são "centros de formação profissional", destinadas a ajudar a população a encontrar trabalho e a mantê-la afastada do extremismo e do terrorismo.

Denúncias internacionais também apontaram para os uigures estarem a ser alegadamente submetidos a esterilizações forçadas, no sentido de reduzir e controlar a natalidade desta população.

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