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Opositores à lei de "segurança global" saíram hoje às ruas em França

Os opositores à proposta de lei de "segurança global", que visa expandir alguns poderes e fornecer uma maior proteção às forças de ordem pública, manifestaram-se hoje novamente em Paris e em várias outras cidades francesas.

Opositores à lei de "segurança global" saíram hoje às ruas em França
Notícias ao Minuto

21:42 - 16/01/21 por Lusa

Mundo segurança global

De acordo com a Agência France Presse (AFP), na capital francesa milhares de pessoas desfilaram, enquanto nevava, em direção à Praça da Bastilha, atrás de uma faixa na qual se pede a retirada da proposta de lei, entoando: "polícia em toda a parte, justiça em lugar nenhum" e "estado de emergência, Estado policial, não seremos impedidos de nos manifestarmos".

Segundo a polícia local, as forças de segurança tiveram que intervir para impedir a realização de uma 'rave' perto do local onde decorria a manifestação.

Em várias cidades, pessoas que fazem parte do movimento "festas livres" decidiram juntar-se aos protestos, para denunciaram a "repressão desproporcional" após uma 'rave' em Lieron, na zona da Bretanha, que reuniu cerca de 2.400 pessoas na passagem de ano.

Segundo a AFP, estes manifestantes eram numerosos, nomeadamente em Nantes, onde desfilaram empunhando cartazes onde se lia: "somos todos organizadores de 'raves'" e "o Estado assassino: vidas, culturas, liberdades".

Em toda a França, estes protestos juntaram cerca de 34 mil pessoas, de acordo com a polícia, e cerca de 200 mil, segundo os organizadores.

De acordo com o ministro do Interior, Gérald Darmanin, durante as manifestações de hoje, "75 pessoas foram detidas, 24 das quais em Paris" e "12 agentes das forças de segurança ficaram feridos".

Em Paris, a polícia contou cerca de 6.500 manifestantes, contra os cerca de 15 mil contados pela organização.

Quase 80 manifestações "pelo direito à informação, contra a violência policial, pela liberdade de manifestação e contra a vigilância em massa" estavam previstas para hoje em França.

Estas "marchas de liberdades" foram organizadas por uma plataforma que reúne associações como a Liga dos Direitos Humanos e a Amnistia, bem como vários sindicatos e associações, de jornalistas e realizadores em particular.

O projeto de lei, aprovado no passado dia 24 de novembro pelos deputados da Assembleia Nacional (câmara baixa do parlamento francês) e que visa expandir alguns poderes e fornecer uma maior proteção às forças de ordem pública, deverá ser discutido em março no Senado.

Entre outros aspetos, o texto adotado em novembro prevê um controlo da gravação e da divulgação indevida (com possível punição) de imagens relacionadas com as forças de ordem pública, algo que foi classificado por várias vertentes da sociedade francesa como um ataque à liberdade de imprensa e de expressão.

A polémica em redor deste diploma surge num momento em que o país tem sido abalado por alguns casos de violência policial, como foi o caso da recente situação que envolveu um produtor de música negro espancado por polícias à entrada de um estúdio de música em Paris.

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