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RCA: Rússia informa ONU de que vai retirar 300 militares do país

A Rússia informou esta semana as Nações Unidas (ONU) de que retirará os seus 300 "instrutores militares" enviados em finais de 2020 para a República Centro-Africana no âmbito das eleições presidenciais, disseram hoje fontes diplomáticas.

RCA: Rússia informa ONU de que vai retirar 300 militares do país

"Os russos informaram a ONU que irão retirar as tropas e helicópteros" que tinham sido destacados para a República Centro-Africana no período que antecedeu as eleições presidenciais no final de dezembro, disse um diplomata citado, sob anonimato, pela agência France Presse.

A retirada foi notificada ao comité de sanções da ONU responsável pelo controlo do embargo de armas imposto à República Centro-Africana, disse outro diplomata, também sob condição de anonimato.

Além de várias centenas de "instrutores", Moscovo tinha destacado três ou quatro helicópteros de transporte para o país para funcionarem como escolta.

O anúncio da retirada militar russa foi feito antes dos ataques de quarta-feira nos arredores de Bangui, e subsistem dúvidas na ONU sobre se Moscovo irá confirmar a partida dos militares à luz destes últimos acontecimentos.

A AFP não conseguiu obter qualquer comentário da missão russa na ONU.

Em meados de dezembro, a Rússia, depois de negar ter enviado "forças regulares" para a República Centro-Africana, tal como alegou Bangui, reconheceu finalmente o destacamento de pelo menos "300 instrutores militares adicionais".

Este termo é frequentemente utilizado por Moscovo para se referir aos paramilitares da empresa russa de segurança privada Wagner, próxima do Governo de Vladimir Putin.

O objetivo era "ajudar" a República Centro-Africana "a reforçar as suas capacidades defensivas" no período que antecedeu as eleições, explicaram as autoridades russas na altura.

De acordo com muitas testemunhas e trabalhadores humanitários, estes "instrutores" foram para a frente para combater os rebeldes.

Segundo fontes da ONU, a coordenação no terreno entre as forças de manutenção de paz da ONU, estes "instrutores militares" russos e os cerca de 300 soldados ruandeses também enviados como reforços em dezembro, numa base bilateral, para a República Centro-Africana, revelou-se "bastante boa".

O objetivo era evitar "fogo amigo" entre estas diferentes forças, "saber quem estava onde e quem fazia o quê" e "os ruandeses e os russos ajudaram muito", disse uma destas fontes à AFP.

A pedido de Bangui, o Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu à porta fechada na quarta-feira sobre a República Centro-Africana, agendou uma nova reunião sobre o país para 21 de janeiro, que será pública, de acordo com diplomatas.

As autoridades da África Central querem aproveitar a oportunidade para pedir o levantamento do embargo temporário de armas para melhor combater os rebeldes que continuam a controlar grandes partes do território, de acordo com uma carta à ONU obtida citada pela AFP.

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, após o derrube do então Presidente François Bozizé, por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas na anti-Balaka.

Desde então, o território centro-africano tem sido palco de confrontos comunitários entre estes grupos, que obrigaram quase um quarto dos 4,7 milhões de habitantes da RCA a abandonarem as suas casas.

Portugal tem atualmente na RCA 243 militares, dos quais 188 integram a missão da ONU (Minusca) e 55 participam na missão de treino da União Europeia (EUTM), liderada por Portugal, pelo brigadeiro general Neves de Abreu, até setembro de 2021.

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