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Turquia inicia construção de centro de observação do cessar-fogo

A Turquia garantiu hoje ter começado a construção de um centro de observação do cessar-fogo no Alto Karabakh, que será gerido em conjunto com a Rússia, segundo um acordo assinado em novembro por Moscovo, Ancara e Baku.

Turquia inicia construção de centro de observação do cessar-fogo
Notícias ao Minuto

15:40 - 15/01/21 por Lusa

Mundo Nagorno-Karabakh

"O local foi decidido e as obras já começaram. O centro de observação será na cidade azeri de Agdam", disse o ministro dos Negócio Estrangeiros turco, Mevlüt Çavusoglu, à estação CNNTürk.

Agdam é uma cidade conquistada pela Arménia em 1993, mas que voltou ao controlo do Azerbaijão em novembro passado, na sequência do acordo firmado entre Baku e Erevan, com mediação russa, que pôs fim a 44 dias de mais uma guerra na região de Nagorno-Karabakh.

Em declarações à imprensa turca durante o seu voo de regresso de uma viagem oficial ao Paquistão, o chefe da diplomacia turca garantiu que o centro será controlado por 160 soldados: 80 turcos e 80 russos.

A criação do centro de observação está prevista no acordo de nove pontos patrocinado por Moscovo, mas a participação dos militares turcos foi negociada separadamente por Ancara, já que o Azerbaijão apoiou a aspiração turca de manter forças na área.

A Rússia garantiu, no final do ano, que esses soldados turcos se limitarão a observar, em conjunto com as forças russas, se está a ser cumprida a trégua, mas não poderão participar em patrulhas pelo território do Alto Karabakh - um enclave povoado principalmente por arménios, mas situado no território do Azerbaijão - que depois da guerra, permanece sob o controlo de milícias arménias.

Na quinta-feira, a organização humanitária Amnistia Internacional divulgou que pelo menos 146 civis morreram no conflito entre a Arménia e o Azerbaijão no enclave de Nagorno-Karabakh, no final de 2020.

Segundo a organização, entre as 146 vítimas civis contavam-se menores e idosos e as mortes foram causadas pelas forças armadas de ambas as partes em conflito.

"Ao utilizar este armamento impreciso e letal nas imediações de zonas civis, as forças armérias e azeris violaram as convenções de cenários de guerra e mostraram desprezo pela vida humana", afirmou a diretora da AI para a Europa Oriental e Ásia Central, Marie Struthers.

O número de vítimas teria sido seguramente "muito superior" se milhares de civis não tivessem procurado abrigo ou fugido das suas zonas de residência.

Segundo a AI, as forças arménias usaram nas referidas ações contra zonas habitadas lança-rockets múltiplos e artilharia, algo que ambas as partes recusaram anteriormente.

No caso das forças arménias, terão sido também usados mísseis balísticos contra zonas civis.

Nagorno-Karabakh, território de maioria arménia, separou-se do Azerbaijão, o que levou a uma guerra que causou mais de 30.000 mortos nos anos 1990. 

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