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Erdogan espera regresso da Turquia ao programa dos F-35 com Biden

O Presidente turco, Recep Erdogan, manifestou hoje esperança em chegar a um compromisso com a nova administração dos Estados Unidos, liderada por Joe Biden, que permita a reintegração da Turquia no programa do avião de combate norte-americano F-35.

Erdogan espera regresso da Turquia ao programa dos F-35 com Biden
Notícias ao Minuto

15:30 - 15/01/21 por Lusa

Mundo Erdogan

Em 2020, em resposta à entrega à Turquia, um ano antes, da primeira bateria do sistema de defesa aérea russo S-400, os Estados Unidos excluíram Ancara do programa de produção do F-35 Stealth, argumentando que os mísseis russos poderiam desvendar os seus segredos tecnológicos e que eram incompatíveis com os sistemas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

O Exército turco tinha encomendado mais de 100 aparelhos, em que várias componentes do F-35 eram fabricados na Turquia antes de o país ser excluído.

"Os F-35 não foram entregues, embora tenhamos pagado uma quantia substancial. É um grave erro da parte dos Estados Unidos como país aliado. Espero que sim, que, com Biden, possamos conversar e chegar a resultados positivos", disse Erdogan aos jornalistas em Istambul.

O Presidente turco reiterou, por outro lado, prosseguir com uma política de armamento "independente" em relação à NATO e aos Estados Unidos.

"Não tomamos as nossas decisões em questões de defesa pedindo autorização a ninguém. [...] Jamais podemos aceitar que os países da NATO nos digam o que fazer", argumentou.

Em dezembro, além de excluir a Turquia do Programa F-35, Washington proibiu a concessão de qualquer licença de exportação de armas ao SSB, a agência governamental turca encarregada das compras militares, para punir Ancara pela aquisição dos mísseis russos.

Apesar das sanções e das pressões norte-americanas, Ancara recusou renunciar ao S-400 que foram testados pela primeira vez em outubro de 2020, com as autoridades turcas a encararem a possibilidade de encomendar novo lote de armamento.

Segundo Erdogan, a negociação para a entrega de um segundo lote de S-400 está prevista para o final deste mês.

Erdogan expressou o desejo de chegar a um acordo com Washington sobre o Programa F-35 e os mísseis russos, apesar de Ancara temer um endurecimento dos Estados Unidos em relação à Turquia quando Joe Biden suceder, a 20 deste mês, a Donald Trump, considerado como um conciliador com o Presidente turco durante o mandato.

As sanções impostas por Washington em dezembro, consideradas "injustas" por Ancara, incluem restrições às exportações norte-americanas para a Turquia, bem como o congelamento de bens que possam encontrar-se sob jurisdição dos Estados Unidos pertencentes ao diretor do organismo público turco Indústrias de Defesa, Ismail Demir.

Ancara argumentou então, que o próprio Trump reconheceu em várias ocasiões o direito da Turquia a adquirir os S-400 e reiterou que não existem provas de que o uso do sistema russo possa debilitar a NATO, de que a Turquia é membro desde 1952, indicando ter proposto várias vezes a criação de uma comissão na Aliança Atlântica para analisar o tema.

Os Estados Unidos já tinham expulsado a Turquia do seu programa de desenvolvimento e treino de aviões de caça F-35, mas não tinham, antes, tomado medidas adicionais, apesar dos alertas persistentes de oficiais norte-americanos que há muito se queixam da compra do S-400, explicando que ele é incompatível com o equipamento da NATO e constitui uma ameaça potencial à segurança dos aliados.

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