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Anúncio a toalhitas causa polémica por 'culpabilizar' vítimas de assédio

"As mulheres são consumidoras e não bens de consumo", defende uma responsável feminista.

Um anúncio uma marca de toalhitas desmaquilhantes causou transtorno na China depois de ser partilhado nas redes sociais e acabou por ser retirado do ar.

O anúncio, da autoria da marca Purcotton, foi acusado de "demonizar" as vítimas de assédio sexual.

O vídeo em causa mostra uma jovem a ser perseguida por um suposto agressor sexual. Para conseguir escapar ao atacante, a jovem tem a ideia de usar as toalhitas da marca para retirar a maquilhagem que tem no rosto, fazendo com que o agressor, quando se aproxima dela, perca o interesse ao ver o seu verdadeiro aspeto.

Ora, muitos não ficaram agradados, considerando que a imagem que passa é a de que a mulher é considerada a culpada do assédio, por querer estar bonita.

"(É) cheio de preconceito, malícia e ignorância. As mulheres são consumidoras e não bens de consumo. É inevitável que anúncios 'criativos' que insultam as mulheres sejam criticados pelo público", afirma a responsável de uma associação feminista chinesa.

O anúncio já foi retirado das redes sociais mas há quem queira ainda boicotar a marca.

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