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China retalia contra decisão dos EUA de bloquear vistos a funcionários

A China retaliou hoje contra funcionários norte-americanos, não identificados, após Washington ter aprovado novas restrições na emissão de vistos para as autoridades chinesas, parte de um conflito mais alargado entre as duas maiores economias do mundo.

China retalia contra decisão dos EUA de bloquear vistos a funcionários

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês também pediu ao Presidente dos EUA, Donald Trump, que não assine a legislação aprovada pelo Congresso norte-americano sobre o Tibete.

O Departamento de Estado norte-americano anunciou na segunda-feira que os EUA vão recusar emitir vistos a funcionários do Partido Comunista Chinês cujas políticas ou ações visassem reprimir grupos religiosos, minorias étnicas ou dissidentes.

"A China tomou contramedidas recíprocas contra indivíduos dos EUA que são os principais responsáveis pela recente interferência nos assuntos internos da China", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Wang Wenbin.

Wang não detalhou quem ou quantas pessoas foram afetadas.

Wang também disse que a China se opõe ao Ato de Política e Apoio para o Tibete, que exige o estabelecimento de um consulado dos EUA no Tibete e prevê prestar apoio aos tibetanos para que escolham o próximo Dalai Lama, o seu líder espiritual, sem interferência de Pequim.

O Congresso dos EUA aprovou o projeto de Lei, na segunda-feira, como parte de um pacote de apoio à economia, afetada pela pandemia do coronavírus.

Os EUA impuseram várias sanções, proibições de vistos e restrições financeiras a funcionários do Governo chinês e membros do Partido Comunista este ano.

O relacionamento bilateral deteriorou-se nos últimos anos, com uma prolongada guerra comercial e disputas em torno do estatuto de Hong Kong ou questões de direitos humanos.

As restrições de vistos anteriormente aprovadas e sanções financeiras visam funcionários chineses "envolvidos nos abusos horríveis que ocorreram [na região chinesa de] Xinjiang, restrições ao acesso ao Tibete e destruição da autonomia prometida a Hong Kong", disse o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em comunicado.

"A medida de hoje cria restrições adicionais aplicáveis a todos os funcionários [do Partido Comunista] envolvidos em atividades repressivas, não importa onde estejam", assegurou.

Wang criticou os EUA por instrumentalizarem a sua política de emissão de vistos.

"As questões do Tibete, Taiwan e Hong Kong pertencem à soberania e integridade territorial da China. São assuntos puramente internos da China e nenhuma força estrangeira deve interferir", disse.

No início de dezembro, os EUA anunciaram planos para limitar a emissão de vistos para membros do Partido Comunista Chinês e as suas famílias a um mês, em vez dos 10 anos aplicáveis anteriormente.

O Departamento de Estado também disse que negaria vistos a cidadãos chineses ligados a operações de influência no exterior envolvendo violência e outros meios de intimidação.

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