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"Não resta outra opção" senão lançar ações contra dissidentes da Renamo

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou hoje que não há "outra opção" senão lançar ações contra a Junta Militar da Renamo, dissidência do principal partido da oposição, acusada de assassinar civis e elementos das autoridades no centro do país.

"Não resta outra opção" senão lançar ações contra dissidentes da Renamo

O anúncio foi feito cerca de dois meses depois de anunciar tréguas e apelar ao diálogo - após cerca de 30 mortes nos ataques, desde agosto de 2019 -, mas sem resultados.

"Depois de muito termos apelado ao diálogo, este grupo continua a atacar pessoas, viaturas e infraestruturas", destacou.

"Nada nos resta agora [alternativa], outra opção não temos senão desencadear operações rigorosas contra o inimigo e é o que está a acontecer neste momento", referiu, durante a informação sobre o estado da Nação prestada hoje no parlamento.

"Penso que sabem porque vocês vivem nas províncias ", acrescentou, dirigindo-se aos deputados, aludindo aos contactos que os eleitos mantêm com as regiões, mas sem dar mais detalhes.

Filipe Nyusi disse que há canais que continuam abertos para chegar à paz, desde que tal não signifique "chantagem contra o povo que celebrou um acordo de paz" com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

"Não há espaço para alguém reclamar, usando armas", acrescentou.

O chefe de Estado aludia às queixas de Mariano Nhongo, líder dos dissidentes, que disse que as condições de desarmamento de guerrilheiros no acordo de paz celebrado em agosto de 2019, entre Nyusi e o líder da Renamo, Ossufo Momade, não segue os princípios traçados por Afonso Dhlakama.

Perante o parlamento, o chefe de Estado recordou vários pormenores das negociações que manteve com Afonso Dhlakama, líder da Renamo falecido em maio de 2018, bem como o acompanhamento de outras figuras, para reiterar que não há outras condições senão as que estão acordadas.

Nyusi garantiu que está a ser seguido o guião "combinado" com Dhlakama e continuado com Ossufo Momade.

"Precisamos de ter essa atenção para não obstruir o problema, o processo tem de continuar", sublinhou.

Segundo o Presidente moçambicano, há 5.221 guerrilheiros da Renamo a desmobilizar, dos quais 1.490 já foram desarmados e receberam apoios para reintegração na sociedade (cerca de 28%).

Foram apreendidas 192 armas diversas, algumas granadas e 4.139 munições de diferentes calibres.

"O processo continua sem sobressaltos", abrangendo alguns elementos "que conscientemente abandonam a Junta Militar da Renamo".

A intervenção de Filipe Nyusi foi a sexta informação sobre o estado da Nação prestada perante o parlamento, a primeira do segundo mandato, iniciado em janeiro.

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