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Bispos católicos instam políticos a restaurar direitos democráticos

A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) alertou na segunda-feira para o possível agravamento da crise com as eleições parlamentares de 06 de dezembro e instaram os políticos a unirem esforços para restaurar os direitos democráticos na Venezuela.

Bispos católicos instam políticos a restaurar direitos democráticos

"O ato eleitoral convocado para (...) 06 de dezembro, longe de contribuir para a solução democrática da situação política que vivemos hoje, tende a agravá-la e não ajudará a resolver os verdadeiros problemas das pessoas", salienta-se num comunicado divulgado em Caracas.

No documento, os bispos fazem um "chamado urgente a quem se dedica à política e às diversas organizações da sociedade civil para que continuem realizando esforços conjuntos para restaurar os direitos democráticos da nação".

Segundo a CEV "todas as iniciativas são necessárias e importantes" entre elas "a consulta popular" proposta pela oposição venezuelana que decorrerá de 07 a 12 de dezembro [de maneira digital nos primeiros quatro dias e presencial no último dia] em que os oposicionistas esperam que a população condene as eleições parlamentares, aprove prolongar o funcionamento do atual parlamento e o apoio nacional e internacional contra o Presidente, Nicolás Maduro.

A CEV defendeu ainda que a consulta popular foi proposta em consonância com a Carta Magna venezuelana e que o "o povo tem pleno direito de se expressar pelos canais legítimos garantidos pela Constituição".

"Perante os riscos de imposição de um projeto para implantar o 'plano da pátria' [programa de Governo] e o 'estado comunal' [tipo de organização social, política e económica], desde o exercício do nosso Ministério [Igreja Católica], convidamos a um sério discernimento que conduza à procura de uma solução justa, pacífica, democrática e de consenso entre todos os venezuelanos para a multiforme crise que atinge a Venezuela", afirma-se.

"Não podemos deixar-nos vencer pelo desânimo", sustentou a CEV, acrescentando que os venezuelanos devem "continuar a fazer todo o possível e a trabalhar pela unidade, a paz e a prosperidade da nação, antepondo o bem comum como prioridade sobre qualquer outro interesse".

"O povo venezuelano certamente anseia por uma mudança pacífica da situação, pela qual quer expressar-se com o voto, em condições justas, equitativas e de igualdade para as partes", sublinha-se.

Segundo os bispos, "separadamente, de costas um para o outro [Governo e oposição], sem se reconhecerem e aceitarem, qualquer resultado afiança mais o confronto que uma busca sincera de uma solução em que todos participem".

"Sem encontro, sem reconhecimento mútuo e sem diálogo autêntico, não haverá solução que traga bem-estar e fraternidade", concluiu.

A Venezuela realiza eleições legislativas em 06 de dezembro, data em que Nicolás Maduro espera recuperar a Assembleia Nacional, liderada pelo opositor Juan Guaidó, o qual promove uma "consulta popular" para prolongar o funcionamento do atual parlamento.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, nas próximas eleições os venezuelanos vão eleger 277 deputados, mais 110 que os eleitos nas legislativas de 06 de dezembro de 2015.

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