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Parlamento pede auditoria do Banco Central e das instituições públicas

O parlamento libanês pediu hoje uma auditoria do Banco Central e de todas as instituições públicos, depois de uma empresa internacional ter rescindido contrato com o país por falta de acesso a informações de que necessitava.

Parlamento pede auditoria do Banco Central e das instituições públicas
Notícias ao Minuto

17:24 - 27/11/20 por Lusa

Mundo Líbano

Num Líbano em ruína económica, a auditoria do Banco Central é uma das condições exigidas por Paris e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para o desbloqueamento de qualquer ajuda internacional.

"As contas do Banco do Líbano, dos ministérios, administrações, instituições financeiras, municípios (...) serão objeto de uma auditoria jurídico-contabilística, sem entraves, nem mesmo a pretexto do sigilo bancário", disse o presidente do parlamento, Nabih Berri, citado pela agência nacional de informação ANI.

Berri falava após uma sessão parlamentar organizada após um apelo do Presidente da República, Michel Aoun, que se declarou determinado em conseguir uma auditoria do Banco Central.

Segundo alguns especialistas, o anúncio do parlamento é inútil na ausência de vontade política real para expor possíveis delitos, num país onde quase todos os políticos são acusados regularmente de lucrar diretamente com a corrupção endémica.

Este mês, o gabinete de auditoria Alvarez & Marçal rescindiu o contrato com o Líbano relativo a uma auditoria jurídico-contabilística do Banco Central, argumentando com a falta de acesso às informações necessárias.

O Banco Central, envolvido num "braço de ferro" político com o poder libanês, indicou só ter fornecido 42% das informações e documentos pedidos, garantindo não poder comunicar tudo, nomeadamente devido ao sigilo bancário. A ministra da Justiça assegurou que a lei não impede a realização da auditoria.

Após a decisão parlamentar, o governo deve encarregar outra empresa de realizar a auditoria, mas o economista próximo da oposição Jad Chaaban diz ter "confiança zero" nos resultados.

"Como é que eles podem legislar (...) quando estão no banco dos acusados", questionou em declarações à agência France-Presse, numa alusão às críticas aos políticos.

"Não temos falta de legislação, falta-nos vontade e independência (...) para acabar com a corrupção", considerou o economista da Universidade Americana de Beirute.

O Líbano está mergulhado há mais de um ano numa profunda crise económica, social e política e encontra-se sem governo há mais de três meses.

A França organiza na quarta-feira, em conjunto com a ONU, uma nova conferência para mobilizar fundos para o Líbano, quatro meses depois da explosão que destruiu o porto e vários bairros da capital, Beirute, indicou hoje o Eliseu.

O Presidente francês, Emmanuel Macronm decidiu manter a reunião, apesar do Líbano ainda não ter respondido ao seu pedido de formação de um novo governo para lançar reformas estruturais.

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