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Justiça marroquina confirma penas impostas a independistas sarauís

O Tribunal de Cassação marroquino rejeitou hoje todos os recursos apresentados pela defesa dos sarauís condenados no julgamento sobre os incidentes ocorridos no campo de Gdeim Izik em 2010, em que onze agentes marroquinos foram assassinados.

Justiça marroquina confirma penas impostas a independistas sarauís
Notícias ao Minuto

12:03 - 25/11/20 por Lusa

Mundo Marrocos

O tribunal confirmou desta forma os veredictos proferidos em 2017 pelo Tribunal de Apelo de Salé (perto de Rabat) que impôs a 23 independentistas sarauís penas de entre vinte anos e perpétua, dos quais 19 já estão na prisão.

Relativamente aos recursos interpostos pela parte civil, representando os familiares das vítimas, o tribunal proferiu sentenças que variam entre o indeferimento de alguns recursos, o não acolhimento de vários pedidos de recurso e a extinção de outros pedidos.

A agência de notícias EFE constatou que a audiência, que durou um quarto de hora, decorreu em ambiente tranquilo, sem que houvesse demonstrações de solidariedade com as duas partes no litígio, ao contrário do que aconteceu durante a fase de recurso.

Numa declaração conjunta emitida em 09 de novembro, as organizações não-governamentais (ONG) Human Rights Watch (HRW) e a Amnistia Internacional (AI) pediram ao tribunal que fizesse "justiça" às vítimas e aos prisioneiros sarauís como aos condenados neste julgamento.

Onze agentes da polícia marroquina e dois civis sarauís foram mortos durante os confrontos que se seguiram ao desmantelamento do campo de Gdeim Izik no outono de 2010, onde cerca de 25.000 sarauís se estabeleceram para reclamar os seus direitos sociais.

A Frente Polisário luta há 30 anos pela autodeterminação do Saara Ocidental face o Marrocos.

Uma zona desmilitarizada é regida pelo chamado "Acordo Militar Número 1", anexo ao acordo de cessar-fogo em vigor desde 1991 assinado por Marrocos e a Polisário, que proíbe a entrada de militares, entre outras medidas.

Leia Também: Ativistas saraauís denunciam numerosas detenções em cidades ocupadas

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