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Comissão Europeia quer promover igualdade de género com ações externas

A Comissão Europeia apresentou hoje um plano de ação que procura promover a igualdade de género através das ações externas da União Europeia (UE) e "acelerar os progressos de fortalecimento das mulheres" no mundo.

Comissão Europeia quer promover igualdade de género com ações externas

"Contribuir para o fortalecimento das mulheres, meninas e jovens para que possam fazer uso total dos seus direitos e aumentar a sua participação na vida política, económica, social e cultural é o objetivo primordial deste plano de ação", refere o documento hoje apresentado pelo executivo comunitário.

Baseado em cinco pilares, o plano de ação prevê que, até 2025, 85% das ações externas da UE contribuam para a igualdade de género, através da inclusão de mulheres em projetos europeus de assistência que vão da área energética à digital.

O executivo comunitário insiste também na necessidade de a UE "liderar através do exemplo" - frisando que deverão ser feitos esforços para se estabelecerem "equilíbrios de género ao nível da liderança das instituições e das empresas" -- e de se focar em "áreas temáticas mais urgentes", como a eliminação da violência de género ou a garantia de acesso universal a serviços de saúde.

Sublinhando que, ainda que "haja progressos desiguais na promoção dos direitos das mulheres" nenhum "país no mundo está no caminho de alcançar a igualdade de género", o documento refere também que, em 2020, menos de 50% das mulheres no mundo exerciam uma profissão remunerada (contra 76% dos homens) e que 80% das pessoas deslocadas devido ao aquecimento global são mulheres.

O Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, referiu assim, em conferência de imprensa, que há "uma grande necessidade de agir rapidamente" e que a adoção do plano de ação comprova que há "vontade política" para tal.

"A participação e a liderança das mulheres é essencial para a democracia, a justiça, a paz, a segurança, prosperidade e um planeta mais verde", frisou Borrell.

Também a comissária para as Parcerias Internacionais, Jutta Urpilainen, referiu que o plano de ação é necessário para a construção de "sociedades melhores e mais sustentáveis", onde "as mulheres e os homens têm as mesmas oportunidades e direitos".

"A covid-19 revelou, como um raio X, as desigualdades na sociedade. Pior, acentuou-as. As mulheres estão na linha da frente e estão a ser fortemente afetadas pela crise. O nosso plano de ação liga este facto à recuperação das [sociedades]", frisou Urpilainen.

O plano de ação apresentado hoje inscreve-se na Estratégia para a Igualdade de Género 2020-2025, apresentada pela Comissão Europeia em março, e será implementado entre 2021 e 2025, prevendo o executivo comunitário uma monitorização dos seus efeitos durante esse período.

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