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Militar vítima de agressão sexual por parte de camaradas põe termo à vida

Crimes sexuais nas Forças Armadas norte-americanas estão a ser investigadas

Militar vítima de agressão sexual por parte de camaradas põe termo à vida

Uma soldado do Exército norte-americano suicidou-se, em 2018, depois de ter sido alvo de abusos sexuais por parte dos seus camaradas. A história de Morgan Robinson está a chocar o país.

"Eles queriam o seu corpo, mas roubaram-lhe a alma", é desta forma que a mãe de Morgan, Debbie Robinson, resume a tragédia que acabou com a morte da sua filha.

O pesadelo de Morgan Robinson começou há dois anos, quando um dos seus superiores alegadamente a agrediu sexualmente e a assediou várias vezes enquanto estavam numa missão no Kuwait. Morgan terá denunciado a situação mas a denúncia terá sido ignorada por parte dos seus superiores.

A CBS, que está a investigar crimes sexuais entre os militares dos EUA, conta ainda que a jovem militar foi alvo de novo assédio aquando de uma missão no Afeganistão. Aqui, vários soldados sujeitaram-na a uma violação de grupo.

Por esta altura, a jovem estaria demasiado desiludida e assustada para denunciar as agressões e acabou por pôr termo à vida.

O Exército iniciou uma investigação à sua morte e concluiu que a soldado Robinson "sofreu traumas sexuais, físicos e psicológicos durante o seu destacamento", situação que terá contribuído para a sua morte.  

"Não percebi como é que eles podiam estar a dizer-me aquilo e a olhar-me nos olhos", recorda a mãe da vítima, que não entende como é que é a própria instituição onde o crime ocorreu a investigá-lo, e defendendo a interferência de uma instituição externa para se fazer justiça.

A principal conselheira política do Exército, Elizabeth Van Winkle, afirma que o departamento continua empenhado em atingir o objetivo de acabar com as agressões sexuais nas forças armadas, dando uma resposta da mais alta qualidade aos membros da instituição e responsabilizando adequadamente os infratores.

*Se estiver a sofrer com alguma doença mental, tiver pensamentos auto-destrutivos ou simplesmente necessitar de falar com alguém, deverá consultar um psiquiatra, psicólogo ou clínico geral. Poderá ainda contactar uma destas entidades:

SOS Voz Amiga (entre as 16h e as 24h) - 213 544 545 

Conversa Amiga (entre as 15h e as 22h) - 808 237 327 (Número gratuito) e 210 027 159

SOS Estudante (entre as 20h e a 1h) - 239 484 020

Telefone da Esperança (entre as 20h e as 23h) - 222 080 707

Telefone da Amizade (entre as 16h e as 23h) – 228 323 535

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