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Tailândia: Canhões de água e gás lacrimogéneo usados para travar protesto

Imagens mostram o confronto entre os manifestantes pró-democracia e as autoridades.

A polícia tailandesa dispararou canhões de água e gás lacrimogéneo para tentar dispersar um grupo de pessoas que se manifestava esta terça-feira junto ao parlamento, onde deputados e senadores estão a debater uma possível reforma da Constituição exigida pelo movimento pró-democracia.

Os manifestantes exigem ainda a demissão do primeiro-ministro do país, Prayuth Chan-ocha, e reformas que limitem o poder do rei Maha Vajiralongkorn.

As autoridades dispararam os canhões de água contra os manifestantes que tentavam passar por uma rede de arame farpado.

O centro médico Erawan disse que cinco pessoas foram hospitalizadas devido ao gás lacrimogéneo, tendo outras sido tratadas no local.

O parlamento reúne-se para decidir quais os projetos de emendas constitucionais que aceita considerar e deve votar na quarta-feira.

"O seu voto é uma solução de compromisso, assim como a Tailândia é uma terra de compromisso", disse numa mensagem publicada no Twitter Ford Tattep, um dos líderes do movimento pró-democracia, uma alusão a uma das raras reações do rei Maha Vajiralongkorn ao protesto que abala o país desde o verão.

Várias propostas de alterações foram apresentadas ao parlamento por parte da oposição e por uma organização não-governamental (ONG), visando nomeadamente reformar o Senado, a Comissão Eleitoral e o Tribunal Constitucional, considerados demasiado próximos do exército.

Uma das propostas também prevê que o primeiro-ministro seja nomeado a partir das fileiras do parlamento.

Os 250 senadores, nomeados pela junta, não deverão concordar facilmente em reduzir as suas prerrogativas e uma possível mudança constitucional levará muito tempo de qualquer maneira, segundo a avaliação de especialistas.

Os defensores da realeza também se reuniram perto do parlamento pela manhã para se opor a qualquer reforma.

"A modificação da Constituição levará à abolição da monarquia", declarou Warong Dechgitvigrom, fundador do grupo de defesa da realeza Thai Pakdee ('Tailandeses Leais').

O movimento pró-democracia garante que deseja modernizar a monarquia, mas de forma alguma quer aboli-la.

Leia Também: Manifestantes desafiam estado de emergência decretado na Tailândia

[Notícia atualizada às 12h26]

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