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Costa do Marfim acusa oposição de "conspirar contra autoridade do Estado"

O Governo da Costa do Marfim acusou hoje a oposição de "conspirar contra a autoridade do Estado" por não reconhecer a reeleição do Presidente Alassane Ouattara e querer formar um "governo de transição", levando o assunto à justiça.

Costa do Marfim acusa oposição de "conspirar contra autoridade do Estado"

"O Governo remeteu o assunto para o procurador de Abidjan, para que os autores e cúmplices destas infrações possam ser levados a tribunal", anunciou, o ministro da Justiça, Sansan Kambile, numa conferência de imprensa, citado pela agência France-Presse.

A oposição costa-marfinense considera inconstitucional o novo mandato presidencial de Ouattara, que já não reconhece como Presidente, e na segunda-feira anunciou a criação de um "Conselho Nacional de Transição" que terá a responsabilidade de formar um "governo de transição".

"Esta declaração [da oposição], bem como a violência levada a cabo na imposição do boicote ativo, constituem atos de ataque e conspiração contra a autoridade do Estado e a integridade do território nacional", prosseguiu Kambile.

Questionado sobre uma possível detenção de líderes da oposição, o governante disse que "todas as opções estão em cima da mesa". "Ele [o procurador] poderá considerar serenamente todas as opções à sua disposição", acrescentou.

Alassane Ouattara, 78 anos, foi proclamado na madrugada de hoje pela Comissão Eleitoral Independente vencedor das presidenciais do seu país, realizadas no sábado, garantindo um controverso terceiro mandato.

O processo eleitoral esteve na origem de vários incidentes de violência mortal. Cerca de 40 pessoas foram mortas desde agosto, incluindo, pelo menos nove, desde a votação de sábado.

Na segunda-feira à noite, indivíduos não identificados provocaram várias detonações - que não fizeram feridos - em frente das residências em Abidjan de quatro elementos da oposição, incluindo o seu líder, o antigo presidente Henri Konan Bédié.

Eleito em 2010 e reeleito em 2015, Alassane Ouattara tinha anunciado em março que não voltaria a candidatar-se, antes de mudar de ideias em agosto, após a morte do seu delfim, o primeiro-ministro Amadou Gon Coulibaly.

A lei fundamental da Costa do Marfim prevê um máximo de dois mandatos, mas o Conselho Constitucional considerou que, com a nova Constituição adotada em 2016, o contador do mandato presidencial tinha sido reposto a zero, o que é contestado pela oposição.

As eleições presidenciais tiveram lugar num clima de tensão, e os receios de uma escalada de violência continuam presentes, 10 anos após a crise que se seguiu às eleições presidenciais de 2010, em que 3.000 pessoas foram mortas, na sequência da recusa do Presidente Laurent Gbagbo, então no poder desde 2000, em reconhecer a sua derrota contra Ouattara.

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