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PM moçambicano apela à Junta de Renamo para aderir ao processo de paz

O primeiro-ministro moçambicano exortou hoje a Junta Militar da Renamo a aderir ao processo de paz e ao Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), defendendo que o país precisa de estabilidade para se concentrar no desenvolvimento.

PM moçambicano apela à Junta de Renamo para aderir ao processo de paz

Carlos Agostinho do Rosário fez o apelo à Junta Militar da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) durante o discurso final da sessão de perguntas dos deputados da Assembleia da República ao Governo.

"Reiteramos o nosso apelo para que a autoproclamada Junta Militar da Renamo paute pelo diálogo como mecanismo de solução das suas inquietações e adira ao DDR", afirmou Carlos Agostinho do Rosário.

O primeiro-ministro avançou que o país precisa de estabilidade para se poder concentrar nas ações de desenvolvimento social e económico e promover a prosperidade para todos.

O Governo, prosseguiu, vai continuar a apostar na cultura do diálogo e da reconciliação nacional.

A Junta Militar da Renamo é um movimento de guerrilheiros dissidentes do principal partido da oposição de Moçambique que contesta o líder eleito no congresso de 2019, Ossufo Momade.

O grupo surgiu em junho de 2019 e ameaçou pegar nas armas caso não fosse ouvido, sendo desde então o principal suspeito da morte de cerca de 30 pessoas em ataques contra autocarros, aldeias e elementos das Forças de Defesa e Segurança (FDS) no centro do país.

Ao mesmo tempo, o grupo tem recusado vários apelos ao diálogo, inclusive patrocinados pelas Nações Unidas e União Europeia, entre outros parceiros.

O líder da junta, Mariano Nhongo disse na segunda-feira à Lusa que estava disposto a encetar diálogo proposto pelo Presidente da República, no âmbito da trégua de uma semana que Filipe Nyusi declarou no domingo.

As ações armadas no centro do país acontecem numa altura em que a província de Cabo Delgado, norte do país, é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas.

Há diferentes estimativas para o número de mortos, entre 1.000 e 2.000 vítimas.

O primeiro-ministro moçambicano disse quarta-feira no parlamento que "as ações terroristas estão a criar centenas de milhares de deslocados internos, cujo número se situa, atualmente, em mais de 435 mil pessoas".

Carlos Agostinho do Rosário avançou que mais de 10 mil pessoas que fugiram do conflito armado em Cabo Delgado chegaram à capital da província, Pemba, nos últimos dias.

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