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Lukashenko demite ministro do Interior e reformula órgãos de segurança

O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, demitiu hoje o ministro do Interior, Yuri Karaev, e nomeou o chefe do Departamento de Assuntos Internos de Minsk, Ivan Kubrakov, para o cargo, informou a agência de notícias estatal Belta.

Lukashenko demite ministro do Interior e reformula órgãos de segurança

Karaev esteve até agora no comando das forças de segurança que respondem à maior vaga de protestos antigovernamentais da história da ex-República Soviética.

Os protestos, que ocorrem há quase três meses para exigir a renúncia de Lukashenko após as eleições presidenciais de agosto, foram marcados pelo uso excessivo da força, prisões em massa e uso de equipamentos especiais como canhões de água e balas de borracha.

O Ministério do Interior até permitiu o uso de armas letais contra manifestantes depois de os acusar de radicalização e comparar alguns deles a terroristas.

Lukashenko exigiu uma mão forte contra os manifestantes e grevistas que, na opinião do regime e do Presidente bielorrusso, cometem atos de "terrorismo", como o bloqueio de ferrovias.

No entanto, Karaev não abandonará a política, já que o Presidente, no poder há 26 anos, nomeou-o seu representante na região de Grodno, onde, além de Minsk, ocorrem inúmeras detenções durante os protestos.

A reestruturação dos órgãos do Interior também inclui a nomeação do secretário de Estado do Conselho de Segurança, Valeri Vakulchick, como representante do chefe de Estado na região de Brest e o vice-chefe do Ministério do Interior, Alexandr Barsukov, como representante do Presidente em Minsk.

"Vocês três irão não só para regiões especialmente perigosas, mas também para outras muito importantes", disse o Presidente, referindo-se ao que "está a acontecer" no país em decorrência dos protestos, segundo a Belta.

"Vocês são militares, têm conhecimento e não precisam aprender nada", disse Lukashenko.

O Presidente bielorrusso também anunciou que os seus representantes nas regiões "terão poderes muito mais amplos", embora não queira especificar em que consistirão essas novas prerrogativas.

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