Meteorologia

  • 27 NOVEMBRO 2020
Tempo
14º
MIN 9º MÁX 16º

Edição

Governo dos EUA minimiza ameaças de sanções da China

Um dirigente dos EUA minimizou na quarta-feira o risco de Pequim concretizar as ameaças de aplicar sanções aos grupos de defesa norte-americanos que vendem armas a Taiwan.

Governo dos EUA minimiza ameaças de sanções da China
Notícias ao Minuto

06:30 - 29/10/20 por Lusa

Mundo EUA

A China anunciou na segunda-feira a aplicação de sanções contra a Lockheed Martin e a divisão de defesa da Boeing, que produzem mísseis que Washington decidiu vender a Taiwan, ilha que Pequim considera como uma das suas províncias.

"Esta não é a primeira vez que Pequim ameaça as empresas americanas com sanções", declarou Clarke Cooper, o responsável pelas questões de defesa do Departamento de Estado.

"Houve ameaças e provocações a este propósito", avançou a alguns jornalistas.

Washington rompeu as suas relações diplomáticas com Taipé em 1979, para reconhecer Pequim, mas os EUA adotaram no mesmo ano uma norma que estipula que devem ajudar Taiwan em caso de conflito.

Desde então, Washington continua a ser o aliado mais forte dos dirigentes da ilha e o seu principal fornecedor de armas.

Pequim ameaçou recorrer à força em caso de proclamação formal de independência ou de intervenção externa e os EUA querem dar à ilha uma capacidade de defesa credível perante uma potencial invasão pelos militares chineses.

"A segurança de Taiwan é essencial à estabilidade da região indo-pacífica", acrescentou Cooper, lembrando que a China sempre soube que Washington iria continuar a vender armas a Taiwan.

Acusando a China de utilizar táticas de intimidação, concluiu que "são eles, os provocadores, não Taiwan, que procura garantir a sua autodefesa".

Os EUA anunciaram na segunda-feira uma nova venda de armas a Taiwan, por um valor estimado em 2,4 mil milhões de dólares (2,03 milhões de euros), enquanto Pequim protestou contra uma venda semelhante divulgada recentemente.

No mesmo dia em que a China anunciou sanções contra empresas americanas envolvidas na venda a Taiwan de baterias da última geração de defesa costeira, o Departamento de Estado disse ter aprovado a venda de outras 100 baterias da geração anterior.

A nova transação contempla 100 sistemas de defesa costeira Harpoon Coastal Defense Systems (HCDS), que podem incluir até 400 mísseis RGM-84L-4, com um alcance máximo de 125 quilómetros.

O governo de Taiwan disse, na altura, que a recente proposta de compra de mísseis e outras armas dos EUA iria aumentar a capacidade da ilha para se defender de forma credível.

"A compra destas armas irá aumentar as capacidades de combate credíveis e assimétricas de Taiwan", disse aos jornalistas o porta-voz do Ministério da Defesa, Shih Shun-wen.

Na terça-feira, a China prometeu uma retaliação "legítima e necessária" para "proteger a sua soberania e interesses de segurança", depois de Washington ter anunciado a venda de 100 sistemas de defesa marítima Harpoon e 400 mísseis a Taiwan.

"A China insta os Estados Unidos a cessarem todas as suas vendas de armas a Taiwan. Reservamo-nos o direito de adotar retaliações legítimas e necessárias, para proteger a nossa soberania e interesses de segurança", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Wang Wenbin, em conferência de imprensa.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo quarto ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório