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França denuncia "tentativa de intimidação" da Turquia e reafirma valores

França "nunca renunciará aos seus princípios e valores", apesar de "tentativas de desestabilização e intimidação", afirmou hoje um porta-voz, sublinhando a "grande unidade europeia" face às críticas da Turquia e de outros países muçulmanos a caricaturas publicadas.

França denuncia "tentativa de intimidação" da Turquia e reafirma valores
Notícias ao Minuto

14:18 - 28/10/20 por Lusa

Mundo Caricaturas

"Apesar das intimidações, França nunca renunciará aos seus princípios e aos seus valores, nomeadamente à liberdade de expressão e à liberdade de publicação", disse um porta-voz do executivo francês, Gabriel Attal, à imprensa após o Conselho de Ministro.

A tensão diplomática entre França e a Turquia acentuou-se nos últimos dias depois de o Presidente francês, Emmanuel Macron, ter reafirmado o seu apoio à liberdade de caricaturar o profeta Maomé na homenagem ao professor decapitado por um extremista, o que levou o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, a questionar a "saúde mental" de Macron e a apelar para um boicote aos produtos franceses.

França é alvo de "uma ameaça terrorista agravada nos últimos dias, alimentada por apelos ao ódio", disse também o porta-voz, acrescentando que essa circunstância não abala "a vontade [das autoridades] de lutar implacavelmente contra o islamismo e todos os seus avatares".

Erdogan criticou por outro lado hoje uma caricatura de si publicada pelo jornal satírico Charlie Hebdo como um "ataque ignóbil" cometido por "canalhas", mas o porta-voz francês não se referiu a elas, preferindo sublinhar a "muito grande unidade europeia" em relação aos "princípios e valores defendidos por França" e "o seu apoio à intimidação que o país conhece".

Gabriel Attal quis ainda "recordar de forma muito clara que foram declarações de ódio contra jornalistas que deram origem a atentados, a dramas, a massacres" ocorridos em França nos últimos anos.

Entre esses atentados figura o ataque de 7 de janeiro de 2015 à redação do Charlie Hebdo, em Paris, em que dois extremistas mataram 12 pessoas, entre as quais o diretor do jornal, Charb, e vários cartoonistas.

No Conselho de Ministros de hoje foi decidida a proibição da organização muçulmana BarakaCity, acusada pelo executivo de ligações "ao movimento islamita radical", de "incitamento ao ódio" e de "justificar atos terroristas".

A decisão foi anunciada pelo ministro do Interior, Gérard Darmanin, no Twitter, que já tinha defendido a dissolução da organização após o ataque ao professor decapitado em meados deste mês.

A organização não-governamental é presidida por Driss Yemmou (Idriss Sihamedi no Twitter), suspeito de assédio 'online' a um jornalista do Charlie Hebdo, que, segundo o ministro, "participa na difusão de uma ideologia de apelo ao ódio, à discriminação e à violência".

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